Peritos na arte da manipulação da informação

Europa Europa, quem te viu e quem te vê…

VAI E VEM

OLIVIER HOSLET / EPA OLIVIER HOSLET / EPA

A indecorosa manipulação levada a cabo pelas autoridades europeias em torno das sanções a Portugal e a Espanha conta com a colaboração interessada dos media internacionais que arrastam consigo os media portugueses, os quais, ávidos de notícias, não hesitam em servir de correias de transmissão de qualquer suspiro vindo de Bruxelas.

A agência Reuters divulgou há dois dias que a Comissão Europeia ia dar até dia 27 para Portugal e Espanha apresentarem medidas de correcção das contas públicas. Os media portugueses não hesitaram em difundir a “notícia” sem se darem ao cuidado de questionar tão absurda decisão. Foi preciso vir o PS, pela voz do deputado João Galamba explicar que as três semanas se referiam ao processo sancionatório e não a qualquer ultimato a Portugal e Espanha.

É inaceitável que uma das mais antigas e conceituadas agências de informação cometa erros tão grosseiros e é igualmente inaceitável…

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Aos filhos da puta – Fátima Pinto Ferreira

Também bebo a isso

Abril de Novo Magazine

Aos filhos da puta

A todos os que se vendem e abandalham
a todos os que crêem que são os únicos
os melhores e a elite entre os demais e
se pavoneiam na sua imbecilidade estonteante
intelectuais de pacotilha e militantes da mediocridade
a todos que se aplaudem em salamaleques de familiaridades
e consanguinidades de palavras para aplauso umbilical
aos curtos de vista viscerais defensores da pequenez
provinciana travestida de francesismos e transatlânticas
vitualhas literárias a peso ou a metro milimetricamente
deglutidas entre croquetes e champanhes de imitação
pechisbeques de cabeças vazias embevecidas na vã cegueira
dos que se acreditam os únicos olhos como se em terra de cegos vivessem

ergo a minha taça
e desejo que a terra lhes seja pesada aos ossos
fragilizados de tanto curvar a cerviz
em cansaços vividos na inverdade da sua académica peralvilhice

bebo aos filhos de puta
aos inúteis
aos sem afectos
aos…

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O futebol e a CGD

Dois temas que têm inundado a comunicação social: O futebol e a CGD.

Mas há quem se queixe de que é futebol a mais,  de que a CS só fala da selecção e do Ronaldo.  Já do falatório sobre a CGD não há grandes reclamações,afinal o assunto é sério e importante e o futebol, bom, o futebol é futebol.

Não podemos ter alegrias nem divertimento, não devemos, parece mal e da um ar de irresponsabilidade. E isso é coisa do povo ignorante e irresponsável do tempo da outra senhora.

Portanto deixem-se lá de merdas e dêem só atenção às misérias deste país se dá favor.

Mas sem ninguém ver, não se esqueçam que parece mal, fiquem felizes porque Portugal ganhou!

A União Europeia transformou a Europa num bordel

Era um dia de Primavera de 1995. Atravessei de carro a ponte sobre o rio Minho, ao pé de Valença, em direcção à cidade galega de Tuy, e não aconteceu absolutamente nada. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.

Eu estava habituado a entrar em Espanha depois de parar na fronteira, esperar numa bicha interminável de carros e camiões, mostrar o passaporte, responder a perguntas dos guardas e deixar o carro ser revistado antes de poder seguir caminho. E a travessia desta fronteira despertava sempre recordações de antes do 25 de Abril, onde a espera era ainda mais demorada, as perguntas mais agressivas, os polícias mais desagradáveis e as revistas mais rigorosas, principalmente para os jovens que tinham de apresentar os seus documentos militares em ordem e podiam estar a preparar-se para fugir à guerra colonial.

Foi por isso que atravessar a ponte e entrar em Espanha sem ver um único polícia, sem ver um posto de fronteira, sem mostrar um documento, foi uma experiência inesquecível.

Na altura eu era ainda um ingénuo adepto da União Europeia e aquilo era para mim a Europa. Não só a liberdade de circulação, mas a corporização da própria liberdade dos cidadãos, da confiança na sociedade, da cooperação e da solidariedade entre os estados.

Eu era então, como me considero ainda hoje, um europeu e um europeísta. Nascido entre dois países e duas línguas, educado entre quatro línguas, habituado a desconfiar de todos os nacionalismos, a ideia de uma Europa que transcende os seus países sempre me foi cara.

É por isso que, na próxima quinta-feira, quando conhecermos os resultados do referendo no Reino Unido, eu espero ardentemente que o resultado seja a vitória do “Brexit”.

Não porque penso que o Reino Unido vá ficar melhor fora da UE. Não porque pense que a UE vai ficar melhor sem o Reino Unido. Mas apenas porque espero que a saída do Reino Unido seja o choque que irá provocar o abalo político, o exame de consciência e o toque a rebate democrático de que a União Europeia precisa para se reformar de forma radical e para se reconstruir, num formato e com regras diferentes, sob o signo da decência. E não penso que isso seja possível sem uma vitória do “Brexit”.

O presidente do Parlamento Europeu, o socialista Martin Schulz, já disse: “Seja qual for o resultado [do referendo], teremos necessidade de uma reforma integral da União Europeia com regras claras.” Mas o problema é que já ouvimos dizer a mesma coisa noutras circunstâncias para tudo ficar na mesma. Ouvimo-lo dizer depois da guerra do Iraque, da crise financeira de 2008, da crise das dívidas soberanas, das políticas de austeridade, da crise dos refugiados. Mas sabemos que não podemos acreditar em nada do que sai da boca dos dirigentes da UE.

A questão é que a UE não é aquela associação entre iguais que nos venderam, empenhada no progresso de todos os países e no bem-estar de todos os cidadãos, no pleno emprego e na segurança dos trabalhadores, na paz mundial e na promoção da democracia.

A questão é que a UE é apenas uma máscara que disfarça o domínio de um grande grupo de países por um pequeno grupo de países, numa nova forma de ocupação que usa a finança como instrumento de submissão, como antes se usavam tanques.

A questão é que a UE é uma organização antidemocrática, que não só é governada por dirigentes não eleitos e não removíveis, da Comissão Europeia ao Banco Central Europeu, como construiu ardilosamente uma camisa de forças jurídica, sob a forma de tratados irreformáveis de facto, através da qual manieta e subjuga os Estados-membros e lhes impõe políticas que estes não escolheram, mas não podem recusar.

A questão é que a UE e as suas instituições se transformaram na tropa de choque do poder financeiro mundial e da ideologia neoliberal e, apesar das suas juras democráticas, impõem a agenda asfixiante da austeridade e proíbem de facto os países de prosseguir políticas nacionais progressistas mesmo quando elas são a escolha democrática dos seus povos.

A questão é que a UE, autoproclamado clube das democracias e dos direitos humanos, acolhe no seu seio sem um piscar de olhos países que desrespeitam os direitos mais básicos e adopta no plano internacional a Realpolitik de se submeter aos mais fortes, obedecer aos mais ricos e fechar os olhos aos desmandos dos mais agressivos.

A questão é que a UE perdeu o direito de reivindicar qualquer superioridade moral quando continuou a atirar refugiados para a morte mesmo depois de ter chorado lágrimas de crocodilo sobre a fotografia de uma criança afogada no Mediterrâneo. Hoje, tenho vergonha de pertencer a este clube e não gosto desse sentimento. Será isto isolacionismo? Pelo contrário. O que eu e muitos cidadãos europeus exigimos é a solidariedade entre países que a União se recusa a praticar.

Há pessoas pouco recomendáveis do lado do “Brexit”? Há. Mas do outro lado também. E na UE não faltam pessoas pouco recomendáveis, a começar pelo senhor Jean-Claude Juncker, símbolo da evasão fiscal e da imoralidade política.

A questão é que a União Europeia não é a Europa dos valores que sonhámos. A UE capturou essa Europa e transformou-a num bordel. O sonho transformou-se num pesadelo.

A questão é que a União Europeia se tornou o ninho da serpente e deve ser desmontada peça por peça. Espero que o referendo britânico possa ser o primeiro passo.

Vitor Malheiros no Publico

 

 

Para que conste

Quando interessa nao informar

Abril de Novo Magazine

A jornalista do “Público” não esteve em Lisboa

Para espanto dos que no passado sábado estiveram, de tarde, na baixa de Lisboa e particularmente na Avenida da Liberdade, a reportagem do Público (edição on line) aponta para 15 000 participantes na Marcha pela Escola Pública.

Pensamos que a jornalista que assina aquela reportagem não esteve em Lisboa… Rigorosamente, é impossivel acreditar que o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade – com um desfile de quase três horas – e o Rossio tenham registado 15 000 pessoas nesta Marcha nacional, com participantes oriundos de todo o país, que viajaram para Lisboa em dezenas de autocarros e em três comboios vindos do norte.

Rigorosamente, olhando para as imagens captadas pelos fotógrafos – no nosso caso, temos as de Jorge Caria– é impossível acreditar que passaram por ali 15 000 pessoas…

Mais grave é que a jornalista do Público continua a…

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E eles a tratarem-nos com tontinhos

Abril de Novo Magazine

A direcção do Público sopra na palha para esconder o grão 

Face a críticas aos critérios do Público na cobertura da manifestação em defesa da escola pública, a direcção do jornal resolver hoje publicar este comunicado que, por causa das moscas, aqui reproduzo integralmente, seguido de apenas de algumas observações essenciais:

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EDITORIAL

Canavilhas caiu na ratoeira dos números

19/06/2016 – 22:30
A deputada socialista Gabriela Canavilhas fez ontem um “desabafo” (a palavra é sua) no Twitter acusando este jornal de publicar “factos falsos” sobre a manifestação deste sábado a favor da escola pública, e apelando – de forma populista – ao despedimento da autora da notícia, a jornalista Clara Viana.
Não sabemos se a ideia foi de Canavilhas, mas ao longo do dia recebemos também cartas de leitores – quase milimetricamente iguais – indignados com essa mesma notícia e criticando, na essência, dois factos. 1) termos escrito que…

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