A humilhação de desempregados

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Operação Marquês e as fugas de informaçao

Operação Marquês – Fugas de informação dividem fisco, juiz e Ministério Público no caso Sócrates

O inspetor dos impostos quis demitir-se da investigação e exigiu um inquérito à sua atuação. O juiz também quis ser investigado

Carlos Alexandre pediu para que a sua atuação fosse analisada | JOÃO GIRÃO/GLOBAL IMAGENS

Fonte: Operação Marquês – Fugas de informação dividem fisco, juiz e Ministério Público no caso Sócrates – Portugal – DN

Nacionalizar a banca? Já o fizeram desde 2011

Artigo de Nicolau Santos no Expresso:

Uma das teses que corre por aí é que um Governo apoiado por forças de esquerda a primeira coisa que fará é nacionalizar a banca, de acordo com afirmações de 2009 do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa (que propôs a medida para evitar mais casos polémicos no sector), e o que estava no programa eleitoral do Bloco de Esquerda, onde se defendia o mesmo ou, em alternativa, colocar a banca na dependência de políticas públicas. Contudo, talvez estes alertas devessem ter sido feitos a propósito do governo PSD/CDS liderado por Passos Coelho. É que se houve alguém que tenha nacionalizado largamente a banca desde 1975 foi o Governo liderado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Vejamos com factos e números para não haver dúvidas.

Fonte: Expresso

Fantasmas do passado

Artigo de Pedro Adao e Silva na TSF:

Numa notável conversa com a escritora Marilynne Robinson, publicada no New York Review of Books, o Presidente norte-americano sublinhava que a “América é famosa por ser “a-histórica”. Essa é uma das nossas forças – esquecemo-nos das coisas. Quando pensamos noutros países, continuam a debater argumentos com 400 anos, e com consequências sérias” (parte 1 e parte 2).

Claro está que Barack Obama está a referir-se a clivagens profundas em muitas sociedades, que se reproduzem ao longo do tempo, e que marcam de forma violenta o presente. Não é esse, claramente, o caso de Portugal.

Ainda assim, o ponto permite-nos olhar para o atual contexto político e em particular para os discursos proferidos na tomada de posse do novo Governo. De forma distinta, os principais protagonistas políticos portugueses encontram-se presos a fantasmas do passado, dos quais têm dificuldade em libertar-se.

Quando Passos Coelho, esta sexta-feira, sublinhava que “mesmo nestes tempos difíceis, praticámos o diálogo e o compromisso” e que “esse sentido do compromisso e da negociação será agora renovado e fortalecido”, as palavras chocam com a realidade e o passado é um espetro que fragiliza a promessa de Passos Coelho. Depois de quatro anos de postura adversativa, em que as pontes com os partidos da oposição foram quebradas (logo na primeira avaliação da aplicação do memorando de entendimento), o mesmo tendo acontecido com os parceiros sociais, é pouco ou nada credível que os próximos anos possam ser diferentes. É difícil acreditar que Passos Coelho será um primeiro-ministro diferente daquele que foi até agora.

António Costa tem, também, fantasmas do passado a persegui-lo, ainda que de natureza muito diferente. Num momento em que uma alternativa que ofereça estabilidade depende da capacidade de entendimento entre os partidos de esquerda, há dúvidas legítimas sobre a consistência desse entendimento. 40 anos de conflitualidade e uma quase-impossibilidade de comunicação à esquerda, não podem deixar de se projetar sobre o futuro. É possível acreditar que o diálogo à esquerda será diferente do que foi até aqui?

Poderíamos, a este propósito, ficar convencidos que o Presidente ainda em exercício não tem problemas com o seu passado. Nada de mais errado. Hoje, por exemplo, foi penoso ouvir Cavaco Silva a auto-citar-se para afirmar que “a ausência de um apoio maioritário no Parlamento não é, por si só, um elemento perturbador da governabilidade. A ausência de maioria não implica o adiamento das medidas que a situação do País reclama”. Estas palavras chocam com os sistemáticos apelos que Cavaco Silva fez no último par de anos em torno da necessidade de um governo com apoio maioritário (basta recordar acomunicação ao país de 22 de Julho, dia em que convocou as legislativas) e, pior, estão aí para mostrar que o país não aprendeu nada com o que se passou entre 2009 e 2011.

No fundo, para ultrapassarmos o bloqueio político em que nos encontramos, de uma forma ou outra, temos de aprender com o exemplo norte-americano. O desafio dos próximos tempos é tornarmo-nos “a-históricos” e aprendermos, coletivamente, a esquecer os fantasmas do passado. Quem o fizer com maior mestria e de forma mais convicente, assumirá a liderança política do país.

Fonte: TSF

Um presidente para quê?

Pedro Bacelar de Vasconcelos hoje no JN:

“Mais graves, porém, são as justificações invocadas pelo Presidente da República para proceder por forma tão fútil e caprichosa. Não só porque ignora que a Constituição que jurou o obriga a “ter em conta” os resultados eleitorais e aquilo que os partidos políticos oportunamente lhe transmitiram mas, sobretudo, porque as suas considerações prolixas sobre a natureza e o papel de certos partidos com representação parlamentar não excluem liminarmente a possibilidade de interpretações frontalmente incompatíveis com a Constituição e violadoras dos mais elementares princípios democráticos. Nem os cidadãos eleitores nem os seus representantes eleitos podem ser divididos por classes ou hierarquizados por quaisquer critérios, ao sabor dos gostos e preferências do Presidente. Não há votos de protesto, por oposição a votos para governar. Não há votos de primeira e votos de segunda. Não há partidos fadados para a governação e partidos banidos das responsabilidades de Governo.”

Todo o artigo aqui

A Justiça a que temos direito

Clara Ferreira Alves escreveu este artigo no Expresso ha um ano.

Hoje, com toda a polemica em torno da providencia cautelar que impede a CS de publicar partes do processo, vale a pena relembrar o que hoje continua tao actual.

Fonte: Expresso | A Justiça a que temos direito

Compras do Estado. Transparência duvidosa, poupanças inconsistentes 

A auditoria do Tribunal de Contas detetou falhas no processo de aquisições dos ministérios da Saúde e da Educação, dirigidos na altura por Paulo Macedo e Nuno Crato

Fonte: Tribunal De Contas – Compras do Estado. Transparência duvidosa, poupanças inconsistentes – Portugal – DN

A tradição acima da democracia

Daniel Oliveira no Expresso:

Os deputados do PS tinham o dever de votar no candidato do PSD e não, como fizeram, no candidato do seu próprio partido. Estranho, não é? Como mostrei, não há uma tradição que exija que o Presidente da Assembleia da República seja do partido com mais deputados. Mas mesmo que fosse uma tradição, seria errada. Seria simular uma eleição para fazer uma nomeação. O que a direita exige é que, perante a novidade de PCP e BE terem decidido passar a participar no jogo do poder, devemos ignorar a verdade dos votos e a ela sobrepor a “tradição”. É ilegítimo que os representantes de um milhão de portugueses participem em soluções de poder. Há uma minoria de deputados que considera um golpe de Estado haver partidos que a eles se opõem e não lhes oferecem a maioria que não tiveram nas urnas. É até inaceitável que deputados votem, para presidir ao Parlamento, no candidato do seu partido. E a todo este absurdo, incompreensível na generalidade das democracias parlamentares, chamam de tradição

Fonte: Expresso | A tradição acima da democracia

Cavaco Silva entre os chefes de Estado mais gastadores da Europa 

Isto é um insulto a todos os portugueses que sofreram na pele os cortes cegos deste governo!

A Presidência da República representa uma factura de 16 milhões de euros por ano, o que corresponde a um valor de 1,5 euros por cada português.

Este número sustenta 12 assessores e 24 consultores, além dos restantes elementos do séquito pessoal que assegura o financiamento da presidência da República, de acordo com o jornal i.

Cavaco Silva faz-se rodear de um regimento de quase 500 pessoas, fazendo com que os 300 elementos a trabalhar no Palácio de Buckingham, e os 200 que servem o rei Juan Carlos de Espanha pareçam insignificantes.

Os 16 milhões de euros anuais são um valor 163 vezes superior à presidência de Ramalho Eanes, gastando o chefe de Estado luso o dobro do rei de Espanha (8 milhões), mas ficando muito para trás quando comparado com Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros) e pela rainha de Inglaterra, Isabel II (46,6 milhões de euros).

Fonte: Cavaco Silva entre os chefes de Estado mais gastadores da Europa – Dinheiro Vivo

Islândia saiu da crise porque “não deu ouvidos” à UE e recusou a austeridade 

A Islandia é a prova de que é dentro de cada pais que se tem que encontrar a solução. É a prova de que nao ha apenas a via da austeridade cega imposta por terceiros

O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.

Jornaldenegocios

Fonte: Islândia saiu da crise porque “não deu ouvidos” à UE e recusou a austeridade – Europa – Jornal de Negócios