Banca nacional: e ninguém cora de vergonha?

Como é que quem nao tem vergonha ha-de corar por vergonha?

A Estátua de Sal

(Nicolau Santos, in Expresso, 27/02/2016)

nicolau

O anúncio de que o Novo Banco registou prejuízos de €980,6 milhões em 2015 e que provavelmente só terá lucros em 2017 é estarrecedor. Se um banco, que nasceu com o conta-quilómetros a zero, como anunciou o governador do Banco de Portugal; se um banco que viu o seu passivo expurgado dos ativos tóxicos; se um banco que arrancou com um capital inicial de €4900 milhões, dos quais 3900 milhões garantidos pelos contribuintes; se um banco que no final de 2015 viu retirados das suas responsabilidades mais €1900 milhões de cinco emissões de dívida sénior, que passaram para o BES “mau”; se um banco que tem um presidente emprestado por uma das maiores instituições financeiras europeias, o Lloyds Bank; pois se um banco com todas estas condições, estes apoios e estas redes de proteção mesmo assim consegue apresentar prejuízos de quase mil milhões de euros…

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Fixação em Sócrates

Porquê a fixação em Socrates? Boa pergunta de facto…

VAI E VEM

Sócrates CMO semanário Sol e o Correio da Manhã publicaram escutas telefónicas ocorridas em 2014, transcritas para  o chamado “caso Marquês” de conversas entre Sócrates, o jornalista Afonso Camões e o advogado Daniel Proença de Carvalho, presidente da Controlinveste, empresa detentora do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF. O caso mereceu até um editorial do director do Correio da Manhã a pressionar a ERC para analisar as ditas conversas telefónicas, e um artigo em que o CM lamentava o “muro de silêncio” em torno dessas escutas. As ditas escutas referiam-se também a outros jornalistas do grupo Controlinveste, um dos quais, Ferreira Fernandes, respondeu num estilo certeiro e contundente.

O jornal Sol voltou ao assunto e pediu a minha opinião, que publicou, em parte, este sábado, na edição papel.

Aqui vão as perguntas e as respostas (link do artigo indisponível):

Pergunta:Como analisa a forma como foram…

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O cartaz, o Alentejo e a estupidez

O que é que o cartaz do BE e as considerações sobre o Alentejo que Henrique Raposo faz têm em comum?

Falam ambos do que nao conhecem, sao estupidos e parvos.

Mas o que mais me espantou hoje foi ver gente irritada com os críticos do cartaz, porque segundo eles é uma questão de liberdade de expressão, como se a mesma liberdade de expressão que permite o cartaz já nao seja valida para quem critica.

Mas ver alguns destes defensores da liberdade de expressão assinar petições defendendo a proibição da publicação do livro do Henrique Raposo foi algo de absolutamente surreal.

Sera caso para dizer: “A estupidez parece que é contagiante”!.

Alentejo: Henrique Raposo, o açafate do vegente

Anda a aldeagar o Alentejo um tal de Henrique Raposo, um alganaças lisboeta de avó bastarda, como deu à chiola há dias. Arenga o moço que não há em todo país lugar mais esparvoado que a terra entre o Tejo e o Algarve.

Diz ele que a fandangaria que para ali vai é de gente que gosta dos mortos matados por vontade, que os caspinhos não têm palavra que os defina, que os alentejanos fazem logo um fatinho novo a quem vira costas.

Cabeça de cancho, põe num desfêgo as ideias que tem, sem ler coisa nenhuma nem falar com o povo. Um empalagoso, a quem se dedica este contraditório.

É que Raposo anda tão iscado que confunde um drama pessoal com uma gente inteira. Deixo aqui o vídeo da enormidade e rebato-o ponto por ponto, logo a seguir. Se não se quiserem demorar no que o moço diz, vou contextualizando.

1 – O suicídio é bem aceite e cultivado, diz o Raposo.

Errado. O suicídio deriva de uma variedade de características que estão muito bem explicadas aqui e escuso-me de vos maçar com isto. O que Raposo não entende é que não se valoriza moralmente o suicídio, nem social nem religiosamente. Para muitos, incluindo os do alentejo, a tragédia do suicídio não é motivo para condenar a pessoa.

Raposo quer essa condenação, o moralismo post mortem, apontar o dedo ao suicida para que a comunidade que lhe sobrevive sacuda a água do capote. O egoísmo menino de Raposo defende que se a comunidade acusar, livra-se da parte. Pois caríssimo senhor, pelo contrário. A culpa é partilhada e o luto faz-se sem sombra de pecado.

2 – A violação é como um copo de água e as mulheres dizem “e pronto…” .

Raposo não conhece o Alentejo nem o Minho nem Trás-os-montes. O direito de pernada não calou fundo nas almas alentejanas. Mas o articulista acusa a mulher alentejana de se calar e considerar normal uma violação.

Uma violação, um abuso, causava e causa ainda hoje em toda a vila, aldeia ou cidade uma consequência imediata e condenatória da comunidade perante o suspeito – e sobre o condenado, nem se imagina.

Não ler dá nisto: dizer alarvidades.

As aldeias e vilas alentejanas guardam (mal, se calhar) o carimbo com que marcam os violadores por décadas. Os violadores são punidos socialmente, economicamente e eticamente. Não arranjam emprego ou são despedidos, são empurrados para fora da terra, etc.

Podiamos revisitar alguns exemplos, bem claros na imprensa regional, mas deixemos de lado as pessoas e generalizemos, apenas: a mulher violada era acarinhada na comunidade. Não era tratada como os amigos do Raposo querem: obrigada a ter o filho e a penar a vida toda com a vergonha e o fardo. Mas isto incomoda o articulista, que tem erro de paralaxe.

3 – Os alentejanos são gentes em que não se pode confiar.

Toda a razão ao autor de “Alentejo Prometido”. Se fosse o Raposo nunca mais confiava num alentejano para nada. Aqui há que distinguir o que o escriba entende como confiança.

O alentejano confia a vida, mas tem de existir verdade e honestidade. O alentejano, o beirão e o minhoto.

O problema de análise do crítico é que, provavelmente, confunde confiança com simpatia aparente. O alentejano não é simpático – nem aparentemente simpático. São coisas da História e da vida, que não importa agora explicar ao Raposo mas que uma leitura atenta do seu conterrâneo Manuel da Fonseca bem clarificava.

Dos brasileiros costuma dizer-se que nos recebem de braços abertos, mas nunca os fecham. Dos alentejanos pode dizer-se o contrário: só abrem os braços depois de muito confiarem. Raposo tem estados de alma com esta atitude. Psicanalista fará bem ao molhos.

Conclusão: Para estar na moda há um velho truque, que é estar contra a moda. Raposo foi de carro a Santiago e não gostou.

Aparenta que tem má memória do Alentejo e que seus pais e avós passaram por uma vida complicada. Percebo que não goste do Alentejo. Eu não sei porquê, mas não gosto do Algarve. Só que não tenho razão nenhuma objectiva para o dizer, é só más memórias e fastio.

O que Raposo não compreendeu foi o Alentejo nem que no Alentejo não há enorme entusiasmo por ter o Alentejo na moda. Aliás, os alentejanos gostam das suas terras e ainda usam, sim, a palavra “forasteiro” com o cuidado lúcido de que vem para se servir da terra em vez de servir a terra.

O Henrique publicou o livro. É um forasteiro. O Alentejo, claro, não é perfeito.

Ainda bem. Já dizia e contava o Brito Camacho. (vá ler, Raposo, que mal não faz).

Joao Vasco Almeida no Tornado

A estupidez não é de esquerda nem de direita

Socorro-me do Sérgio Godinho para constatar que, de facto, há dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada. Ontem, para o Bloco de Esquerda, foi um desses dias. O cartaz – parece que agora não passará de um post na internet – que pretende celebrar o fim da descriminação com a promulgação da lei da adoção é, não há outro modo de o classificar, uma estupidez a vários níveis. Desde logo porque reacende desnecessariamente uma discussão que estava arrumada, e bem arrumada, como ganho de civilização. O fim das barreiras à adoção com base na sexualidade dos adotantes é uma vitória e um marco na nossa evolução que deve ser festejado. O problema é quando se transforma a celebração legítima em ato gratuito de provocação e de pirraça mesquinha. E foi isso que fez o Bloco, entregou de bandeja aos talibãs da fé – sim, existem em todos os credos e religiões e, à exceção dos que se servem da violência, não há uns que sejam melhores do que os outros – o pretexto para se vitimizarem e se queixarem da intolerância religiosa de alguns. O que esta campanha infeliz, para dizer o mínimo, conseguiu foi reduzir um triunfo histórico a uma polémica de mata-frades. Ao fazê-lo desta maneira imbecil o Bloco de Esquerda não protegeu o essencial, o respeito devido a uma lei que tanto custou a aprovar e a conquistar. Mas revelou também uma terrível dose de ignorância. Daquilo que sabemos – e não falo de dogmas -, Jesus Cristo era filho de Maria – curiosamente o BE deixou que lhe escapasse o pé para o machismo na narrativa deste cartaz – e cresceu com a mãe e um pai adotivo, José o carpinteiro de Belém. Ora, bem vistas as coisas, a referência bíblica em jeito de piadola – e não, não defendo o respeitinho como modo de agir ou de pensar – nem sequer serve a causa. No limite, o que se terá passado há mais de dois mil anos foi o primeiro registo de uma coadoção, porém heterossexual, da história da humanidade. Aqui chegados, e Deus me livre de qualquer espécie de moralismo, só podemos concluir que pior do que não saber perder é não saber ganhar. Ao fazer uma espécie de manguito aos que se bateram contra esta lei, justa e necessária, o Bloco de Esquerda deu argumentos ao adversário e perdeu uma belíssima oportunidade para estar calado.

Nuno Saraiva no DN

Um tiro em cada pé

Alegria Breve

Chegadas ao fim de um percurso difícil e desafiante de eliminação progressiva na lei da desigualdade no tratamento dos cidadãos em função da sua orientação sexual, as forças e as organizações que fizeram essa luta têm razões para alegria. Mesmo contra a vontade de um Presidente anacrónico e que, de forma continuada, se manteve opositor desta agenda, a verdade é que em poucos anos se instituiu o casamento e a adopção por casais do mesmo género. A sociedade portuguesa estava finalmente receptiva a essa mudança: o tema mobilizou até o apoio de deputados à esquerda e à direita.

Entre os partidos, devemos reconhecer, foi o Bloco de Esquerda que serviu de refúgio ao movimento político LGBT, na senda de uma tradição política que pude verificar já existir no PSR antes da fundação do BE. Os anos 90 eram ainda muito fechados, com o PS guterrista surdo ao assunto e o…

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Como é que chegamos aqui?

Como é que, algures pelo caminho dos últimos anos, perdemos a independência?
Como é que permitimos, todos, povo e governantes, o que se está a passar?
E não me venham com a dívida. A dívida ajuda e muito, mas não é a questão central. A questão central é que ao abdicarmos de soberania, abdicamos também de democracia.
E estamos agora governados por uma burocracia anónima, sem legitimidade eleitoral, que responde aos seus donos e nós não somos donos de nada. Nem sequer de nós próprios. 

Pacheco Pereira no Abrupto

Poderá o Reino Unido sobreviver ao Brexit?

O referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia que será realizado, quase certamente, este ano, poderá vir a ser mais uma grande catástrofe a atingir a Europa. Se os eleitores britânicos escolherem sair, como parece cada vez mais plausível, o resultado será uma UE fortemente desestabilizada – e um Reino Unido despedaçado.

 O problema é que, com a UE aparentemente atolada numa crise perpétua, o “Brexit” carrega um fascínio intelectual e emocional significativo. Mesmo antes de os problemas de dívida da Zona Euro terem emergido em 2009-2010, parecia claro para muitos britânicos que, para resistir a choques, uma união monetária exige uma maior integração, em particular, alguma forma de união orçamental. Por outras palavras, a Europa precisa de agir mais como um Estado-nação. E essa é uma condição que o Reino Unido nunca esteve disposto a respeitar.

 E, ao nível emocional, o medo da imigração em grande escala, de dentro e fora da UE, tem alimentado uma reacção populista, que a recente crise de refugiados intensificou. A resposta populista baseia-se no argumento bizarro, mas evidentemente ressonante, de que a Europa – ou, mais especificamente, a Alemanha – está a incentivar os fluxos de refugiados.

 Ao mesmo tempo, os defensores da permanência do Reino Unido na UE têm feito um erro atrás do outro. Aparentemente, muitos depositaram as suas esperanças na expectativa irrealista de que poderiam renegociar os tratados da UE. Em particular, apresentaram argumentos para enfraquecer elementos cruciais do processo de integração europeia, especialmente no que diz respeito à mobilidade laboral.

 Além disso, a facção pró-UE tem alertado sobre o choque económico que o Brexit causaria. Pode ter parecido uma estratégia razoável, mas o medo não é racional; ele pode muito bem conduzir os eleitores para as aparentes certezas oferecidas pelo Estado-nação.

 E poderia haver uma maneira menos atraente de apresentar a história europeia do que com a sigla do principal grupo de lóbi pró-europeu “Britain Stronger in Europe”? “BSE”, afinal de contas, chama a atenção para a encefalopatia espongiforme bovina, ou “doença das vacas loucas”, uma doença degenerativa de evolução lenta mas fatal. Não estará também a UE num lento declínio?

 O fortalecimento da facção anti-UE é muito perigoso, e não apenas para a UE. Se os eleitores britânicos concordarem que a estrutura da UE é tão defeituosa que eles não querem fazer parte dela, estarão, implicitamente, a condenar a união peculiar que é o Reino Unido, que inclui uma união orçamental – ainda por cima problemática.

 Na verdade, não é certo que o Reino Unido constitui um bom exemplo do tipo de Estado-nação que muitos eurofóbicos dizem ser a forma mais desejável de organização política. Assemelha-se mais à “monarquia composta” que o historiador John Elliott identificou como a forma predominante de governo, no século XVI, quando entidades separadas, como Aragão e Castela, tiveram de se juntar.

Já em 2014, o Partido Nacional Escocês quase ganhou um referendo popular sobre a independência. O Brexit poderia reforçar essa causa, estimulando potencialmente um sentimento similar no País de Gales e Irlanda do Norte. Mesmo no norte de Inglaterra, muitos eleitores seriam atraídos pela maior ênfase da Escócia no bem-estar social.

 Estas divisões não coincidem com as fronteiras tradicionais. Consideremos a divisão entre a região de Londres, que se assemelha cada vez mais a uma super-metrópole global, e o resto do país. À medida que cada vez mais imigrantes chegam ao Reino Unido, a brecha torna-se cada vez mais evidente. Enquanto uma cidade global como Londres precisa de ser aberta para o mundo – e, assim, atrair os melhores talentos, turistas, trabalhadores de serviços, e talvez, inadvertidamente, criminosos ou mesmo terroristas – a maior parte do resto do país prefere ser fechada.

 O que os britânicos partilham, neste momento, é sobretudo uma crescente desilusão com o que a UE pode oferecer, em termos económicos e não só. Mas isso não equivale a nada próximo de uma identidade comum. Na verdade, como a UE, o Reino Unido sofre com a falta de uma identidade unificadora ou uma história.

 Naturalmente, isso não significa que não seja reivindicada nenhuma identidade. O ex-primeiro-ministro John Major chamou ao Reino Unido “o país das longas sombras sobre os campos de críquete, cerveja quente, subúrbios verdes invencíveis, amantes de cães e, como disse George Orwell, ‘solteironas de bicicleta a caminho da sagrada comunhão através da névoa da manhã’…” Mas o que ele estava a descrever, na verdade, era Inglaterra. Os elementos-chave da identidade britânica moderna parecem pertencer todos a Inglaterra, em vez de à entidade composta.

 Da mesma forma, a igreja estabelecida ou do estado é a Igreja de Inglaterra, criada há quase 500 anos, quando o rei Henrique VIII decidiu que o papa católico não devia julgar o seu casamento. Uma instituição chamada English Heritage é a curadora do passado, desde os monumentos pré-históricos de Stonehenge às casas de campo antigas que são celebradas em ficções televisivas. O dinheiro é controlado pelo Banco de Inglaterra; com a Escócia e a Irlanda do Norte a emitirem as suas próprias notas, que os comerciantes ingleses muitas vezes não aceitam.

 Quando Henrique VIII adoptou o Estatuto de Retenção de Apelações a Roma, com a sua declaração de que “este reino da Inglaterra é um império” – a primeira afirmação clara da ideia de soberania nacional – seguiu-se uma campanha brutal para acabar com a antiga religião. Mas o esforço para construir uma nova identidade composta ficou claramente aquém. Isso deixa o Reino Unido vulnerável ??ao colapso – um resultado que o Brexit tornaria ainda mais provável.

Harold James no Negocios

A direita, a esquerda e os medicos de familia

O anterior governo aumentou o numero de utentes por medico para dessa forma reduzir o numero de pessoas que estavam sem medico de familia. Com isso em vez de resolver o problema limitou-se a corrigi-lo de forma artificial, uma especialidade do governo PSD/CDS diga-se.

Esta quarta-feira o governo apresentou um plano para reformar os cuidados de saúde primários, onde se incluem os centros de saúde. Com isso pretende-se corrigir o numero absurdo de doentes por medico de familia e resolver o problema aumentando o numero destes profissionais através da fixação de jovens medicos acabados de sair do internato.

Sao as tais “reformas” que o anterior governo nao fez e que agora começam a ser, finalmente, feitas.

“Geringonça” é agora a ex-coligação PSD-CDS

A direita esta confusa, perdida e sem norte. Dizem hoje uma coisa e amanha o oposto tal é o desnorte por aquelas bandas.

VAI E VEM

Parlamento aprova orçamento 2016

A direita chamou-lhe “geringonça”, isto é, uma coisa desarticulada, incapaz de se “conjuntar”. Refere-se ao PCP e ao Bloco  com displicência e arrogância. As suas propostas são citadas depreciativamente como “exigências” ao governo e, se este as aceita por as considerar boas,  logo isso é visto como “cedências aos comunistas e aos bloquistas”.  Os acordos e as conversas entre o PS e os partidos à sua esquerda, são lidos como “um perigo” e uma “ameaça” à estabilidade e à confiança dos “mercados”.

Se o PCP ou o Bloco, ou ambos em conjunto, discordam e criticam alguma decisão do governo PS, logo a direita diz: a “geringonça” não dura nem um ano quanto mais uma legislatura”. Se o PCP e o Bloco  elogiam o orçamento ou o governo, isso significa para a direita que o PS se “radicalizou” e é um partido “extremista”.

Tem sido assim. Mas hoje a direita viu…

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