Ate sempre Capitao!

Mario Wilson

(1929-2016)

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O futebol e a CGD

Dois temas que têm inundado a comunicação social: O futebol e a CGD.

Mas há quem se queixe de que é futebol a mais,  de que a CS só fala da selecção e do Ronaldo.  Já do falatório sobre a CGD não há grandes reclamações,afinal o assunto é sério e importante e o futebol, bom, o futebol é futebol.

Não podemos ter alegrias nem divertimento, não devemos, parece mal e da um ar de irresponsabilidade. E isso é coisa do povo ignorante e irresponsável do tempo da outra senhora.

Portanto deixem-se lá de merdas e dêem só atenção às misérias deste país se dá favor.

Mas sem ninguém ver, não se esqueçam que parece mal, fiquem felizes porque Portugal ganhou!

O problema demográfico português

Vivemos dias estranhos em que não sabemos para onde vamos. Se calhar ao longo dos anos várias gerações pensaram exatamente o mesmo. Em Portugal temos do ponto de vista demográfico dois graves problemas e, com consequências socioeconómicas que serão a breve trecho catastróficas.

Por um lado, temos uma taxa de natalidade muito baixa que tarda em não reverter a tendência. Para que se renove a população portuguesa, precisamos de um índice de fecundidade mais elevado e de um índice de renovação de gerações de 2,1 ou seja muitos casais terem mais que 2 filhos. Sabe-se que não é isso que se passa, há variadas explicações para que tal não aconteça, algumas são:

  1. Desinvestimento total em políticas natalistas (que são politicas que visam fomentar o aumento da natalidade) por parte de sucessivos governos. Como por exemplo, o corte nos abonos de família, a longa jornada de trabalho e muito sobrecarregada para a mulher. Poucas medidas de incentivo ao trabalho a tempo parcial, para conjugar mais facilmente o trabalho com a vida familiar.

  2. Cultura empresarial que não quer ver a vida da empresa interrompida por sucessivas licenças de maternidade. Por vezes, há mesmo despedimento ou a não renovação de contratos de trabalho quando a mulher engravida. Noutros casos há uma enorme pressão para que a mulher dê maior importância à sua carreira profissional do que à vida familiar. Há aqui uma clara falta de visão empresarial a médio e a longo prazo, por parte de quem gere as empresas. 0s nossos custos de hoje serão os clientes de amanhã.

  3. A crise económica que tem tido efeitos devastadores no tecido social da sociedade portuguesa, leva a que casais tenham menos filhos. O receio do amanhã, a instabilidade de emprego e o desemprego que se vive não permite fazer planos a longo prazo. Opta-se por um criar um filho melhor do que cair na incerteza se se é capaz de sustentar uma família mais numerosa.

  4. Falta de qualidade de vida e de bem-estar da população em geral. Vê se pelos estudos internacionais, como este último da OCDE em que mostra os portugueses como os mais tristes desta instituição. Quem quererá alargar família quando se sente infeliz, preocupado e inseguro quanto ao que o rodeia?

Por outro lado, temos o envelhecimento da população portuguesa que pela melhoria das condições alimentares e de saúde aumentou a esperança média de vida situando-se acima dos 80 anos para as mulheres. Sabemos que os idosos são pouco empreendedores, por razões óbvias com o avançar dos anos temos menos propensão para arriscar. A grande maioria vive com pequenas pensões em situações de pobreza mais ou menos envergonhada. Também é esta população a que vive uma situação limite, por vezes completamente sós. Para além do Estado, aqui como sociedade temos que ter um papel mais ativo. Temos que voltar a promover o papel da família alargada, os avós são fonte de enriquecimento de conhecimento para os netos. Os que não têm família serem apoiados por voluntariado com gente que quer ajudar, que quer estar presente e não fazer caridade social porque é de bom tom.

Temos que nos deixar de lutas em que os reformados são um fardo para a sociedade. A memória não pode ser curta, nem podemos ser bestas …eles ajudaram a construir a sociedade em que vivemos. Cumpriram a sua obrigação enquanto pais, professores, médicos, pedreiros…e nós temos de cumprir a nossa, vamos tratá-los com toda a dignidade que merecem. Há tanto a aprender com eles.

Não deixo de pensar senão revertermos tudo isto até quando haverá portugueses? Apoquenta pensar que a médio prazo seremos uma nação em vias de extinção.

Manuela Almeida

CDS/PP o partido dos velhinhos

O CDS mostrou-se estes dias muito preocupado com os idosos. De uma assentada 19 iniciativas legislativas visando a protecção da população idosa.

Faz sentido.

Depois de  4 anos a  a cortar nos apoios à população mais vulnerável lembraram-se agora dos que sofrem e pouco têm.

Hipócritas!

As redes sociais estão a tornar-se numa ditadura

Nova polémica nas redes sociais, e mais sinais claros de uma profunda ditadura que se vai apoderando cada vez mais dos espaços digitais. Actualmente, ter uma opinião diferente numa rede social é complicado. Mas mais complicado ainda, é conseguir fazer humor com isso, ou ser bem interpretado. Ontem, do nada, surgiu mais uma polémica de uma entrevista de há seis anos a José Cid, conduzida por Nuno Markl. Sim, há quatro anos! Mas que valente desenterro, caríssimos! Não querendo estar a ser advogado do diabo, diria que José Cid, sempre foi assim, e ouvindo com atenção ao que o respeitado músico disse, creio que houve, mais uma vez, um claro exagero alimentado pela patrulha do politicamente correcto das redes sociais. Mas, como se isso já não bastasse, ainda meteram as ingénuas gargalhadas de Nuno Markl ao barulho, como se essa acção fosse uma espécie de concordância com o que Cid, tinha acabado de dizer. Incrível. As pessoas andam claramente sedentas de sangue e violência, e creio que não seja um problema típico português, mas sim dos seres humanos que pairam pela Internet. As pessoas estão a perder o juízo! A Internet está a tornar-se uma espécie de ditadura, e já venho a defender isso há imenso tempo. A cada dia que passa fico cada vez mais surpreendido com a violência verbal que circula pelos espaços de comentários de algumas publicações. Creio que a Internet tornou-se um autêntico refúgio para as pessoas frustradas, insultarem e criarem guerras em tudo o que mexe. E temo que um dia, seja preciso pedir autorização a alguém antes de publicar seja o que for, em qualquer espaço digital. Já fui mais amigo do Facebook, mas actualmente vejo aquele espaço como um autêntico refúgio de parasitas frustrados, que procuram descarregar os seus problemas do dia-a-dia em tudo o que mexe. O linchamento tornou-se um entretimento, e sinceramente, não sei como é que isto irá terminar. Já me senti mais livre na Internet.

Fonte: Rabiscos de um mal disposto

Discriminação Sexual Nas Escolas Portuguesas

Excelente post de alguém que convive com esta realidade diariamente.

A discriminação existe e nao adianta assobiar para o lado achando que esta tudo bem, ou pior, achando que é um problema que nao nos afecta.

esQrever

Convivemos nos últimos dias com a polémica do colégio militar e a discriminação na orientação sexual de cada um dos seus discentes. Será apenas nesta instituição? Infelizmente, o problema não se resume apenas a esta instituição de ensino. Atrever-me-ia a dizer que este comportamento atravessa muitas das escolas do nosso país.

Assim, com frequência somos testemunhas de adolescentes serem vítimas de bullying por causa da sua orientação sexual. A compreensão do direito à diferença está longe de ser um valor adquirido, mas importa salientar que a maioria dos preconceitos vem da família e é a escola que os tenta desconstruir através de inúmeras iniciativas levadas a cabo ano após ano.

Torna-se urgente educar não apenas os filhos, mas também haver uma educação parental com vista à aceitação e à mudança de mentalidades empedernidas. Pode estar a ser feita muita coisa nesse sentido, mas falta fazer outro tanto. Há casos de sucesso, de insucesso e de resguardo para não se…

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