Durão Barroso e os crimes de guerra

Abril de Novo Magazine

Durão foi mais imprudente que Blair.

Há uma tolerância generalizada sobre a ação política de Durão Barroso. Trata-se Barroso como uma figura menor, desprezível, ainda que tenha desempenhado durante anos altas funções no Estado português e na política europeia. No imaginário coletivo será sempre o subserviente mordomo da cimeira que Portugal organizou para declarar a guerra do Iraque. Essa imagem não foi apagada quando saltou para mais altos voos à frente da Comissão Europeia mantendo esse registo de subserviência aos mais poderosos, mesmo nos momentos em que se atacava o país de que provém e que nunca hesitou em trair – veja-se o seu recente apoio à aplicação de sanções.

A formalização da sua relação com a Goldman Sachs é uma espécie de título honorífico por serviços prestados, não sendo de crer que venha a botar conselhos válidos sobre o Brexit, que vai muito além da rede de contactos que…

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Peritos na arte da manipulação da informação

Europa Europa, quem te viu e quem te vê…

VAI E VEM

OLIVIER HOSLET / EPA OLIVIER HOSLET / EPA

A indecorosa manipulação levada a cabo pelas autoridades europeias em torno das sanções a Portugal e a Espanha conta com a colaboração interessada dos media internacionais que arrastam consigo os media portugueses, os quais, ávidos de notícias, não hesitam em servir de correias de transmissão de qualquer suspiro vindo de Bruxelas.

A agência Reuters divulgou há dois dias que a Comissão Europeia ia dar até dia 27 para Portugal e Espanha apresentarem medidas de correcção das contas públicas. Os media portugueses não hesitaram em difundir a “notícia” sem se darem ao cuidado de questionar tão absurda decisão. Foi preciso vir o PS, pela voz do deputado João Galamba explicar que as três semanas se referiam ao processo sancionatório e não a qualquer ultimato a Portugal e Espanha.

É inaceitável que uma das mais antigas e conceituadas agências de informação cometa erros tão grosseiros e é igualmente inaceitável…

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Aos filhos da puta – Fátima Pinto Ferreira

Também bebo a isso

Abril de Novo Magazine

Aos filhos da puta

A todos os que se vendem e abandalham
a todos os que crêem que são os únicos
os melhores e a elite entre os demais e
se pavoneiam na sua imbecilidade estonteante
intelectuais de pacotilha e militantes da mediocridade
a todos que se aplaudem em salamaleques de familiaridades
e consanguinidades de palavras para aplauso umbilical
aos curtos de vista viscerais defensores da pequenez
provinciana travestida de francesismos e transatlânticas
vitualhas literárias a peso ou a metro milimetricamente
deglutidas entre croquetes e champanhes de imitação
pechisbeques de cabeças vazias embevecidas na vã cegueira
dos que se acreditam os únicos olhos como se em terra de cegos vivessem

ergo a minha taça
e desejo que a terra lhes seja pesada aos ossos
fragilizados de tanto curvar a cerviz
em cansaços vividos na inverdade da sua académica peralvilhice

bebo aos filhos de puta
aos inúteis
aos sem afectos
aos…

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Para que conste

Quando interessa nao informar

Abril de Novo Magazine

A jornalista do “Público” não esteve em Lisboa

Para espanto dos que no passado sábado estiveram, de tarde, na baixa de Lisboa e particularmente na Avenida da Liberdade, a reportagem do Público (edição on line) aponta para 15 000 participantes na Marcha pela Escola Pública.

Pensamos que a jornalista que assina aquela reportagem não esteve em Lisboa… Rigorosamente, é impossivel acreditar que o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade – com um desfile de quase três horas – e o Rossio tenham registado 15 000 pessoas nesta Marcha nacional, com participantes oriundos de todo o país, que viajaram para Lisboa em dezenas de autocarros e em três comboios vindos do norte.

Rigorosamente, olhando para as imagens captadas pelos fotógrafos – no nosso caso, temos as de Jorge Caria– é impossível acreditar que passaram por ali 15 000 pessoas…

Mais grave é que a jornalista do Público continua a…

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E eles a tratarem-nos com tontinhos

Abril de Novo Magazine

A direcção do Público sopra na palha para esconder o grão 

Face a críticas aos critérios do Público na cobertura da manifestação em defesa da escola pública, a direcção do jornal resolver hoje publicar este comunicado que, por causa das moscas, aqui reproduzo integralmente, seguido de apenas de algumas observações essenciais:

 .

EDITORIAL

Canavilhas caiu na ratoeira dos números

19/06/2016 – 22:30
A deputada socialista Gabriela Canavilhas fez ontem um “desabafo” (a palavra é sua) no Twitter acusando este jornal de publicar “factos falsos” sobre a manifestação deste sábado a favor da escola pública, e apelando – de forma populista – ao despedimento da autora da notícia, a jornalista Clara Viana.
Não sabemos se a ideia foi de Canavilhas, mas ao longo do dia recebemos também cartas de leitores – quase milimetricamente iguais – indignados com essa mesma notícia e criticando, na essência, dois factos. 1) termos escrito que…

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Se Dilma cair, a Lava Jato é cancelada.

Em 12 anos do PT no Planalto, PF fez 2.226 operações; com FHC, foram 48. Para pensar…

incomodativa

Com 51,64% dos votos válidos, contra os 48,36% obtidos pelo candidato Aécio Neves, Dilma Roussef venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2014. A disputa foi acirrada pelas revelações da Operação Lava Jato, levando à escandalosa capa da revista Veja: “Eles sabiam de tudo“, disponível nas bancas três dias antes do segundo turno. Um escândalo! Ainda assim, Dilma ganhou.

No dia seguinte às eleições, houve a primeira manifestação pró-impeachment, convocada via facebook, com previsão de 30.000 pessoas e atendida por apenas 30, levando ao comentário sarcástico de que os “robôs não comparecem” ao evento. Passados seis dias das eleições, em 1º de novembro, São Paulo ouviu o clamor de 2.500 pessoas pelo impeachment da presidente reeleita; falava-se em intervenção das forças armadas, instauração de governo militar e o despacho de petistas à Cuba. Duas semanas depois, em 15 de novembro, nova manifestação tomou as ruas…

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Será que aquela mulher e o seu filho são arguidos no “processo Marquês”?

É de todo lamentável a exposição da vida privada que a CMTV faz. para a CMTV vale mesmo tudo!

VAI E VEM

O Correio da Manhã e o seu canal de televisão CMTV estão a transmitir diariamente em vários noticiários e programas excertos do interrogatório de José Sócrates, no qual surgem citações de conversas deste com várias pessoas “apanhadas” nas escutas captadas no âmbito do “Processo Marquês”. A justificação apresentada pelo jornal e pelo canal é o “interesse público” do que é dito, visto as escutas abrangerem um ex-primeiro-ministro. Alegam também o facto de o CM e a CMTV terem sido impedidos de  publicar notícias sobre esse processo, por decisão judicial, e essa decisão ter agora sido anulada. Estão, pois, a “recuperar” o tempo em que estiveram sob “censura”.

CM escutas a Sócrates

Nas partes emitidas pela CMTV  são ouvidas as respostas do ex-primeiro-ministro, José Sócrates e de Carlos Santos Silva, também arguido no processo, e as perguntas que lhes são feitas pelo  juiz Carlos Alexandre e pelo procurador Rosário Teixeira baseados nas escutas a José…

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Fixação em Sócrates

Porquê a fixação em Socrates? Boa pergunta de facto…

VAI E VEM

Sócrates CMO semanário Sol e o Correio da Manhã publicaram escutas telefónicas ocorridas em 2014, transcritas para  o chamado “caso Marquês” de conversas entre Sócrates, o jornalista Afonso Camões e o advogado Daniel Proença de Carvalho, presidente da Controlinveste, empresa detentora do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF. O caso mereceu até um editorial do director do Correio da Manhã a pressionar a ERC para analisar as ditas conversas telefónicas, e um artigo em que o CM lamentava o “muro de silêncio” em torno dessas escutas. As ditas escutas referiam-se também a outros jornalistas do grupo Controlinveste, um dos quais, Ferreira Fernandes, respondeu num estilo certeiro e contundente.

O jornal Sol voltou ao assunto e pediu a minha opinião, que publicou, em parte, este sábado, na edição papel.

Aqui vão as perguntas e as respostas (link do artigo indisponível):

Pergunta:Como analisa a forma como foram…

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