Carta aberta às pessoas amarelas

É que não… há… dinheiro… percebem? Mas não é aqueloutro “não há dinheiro”. É que por mais dinheiro que houvesse, o Estado não tem de pagar o Privado. Tem é de assegurar meios no Público. Por mais dinheiro que houvesse, nunca haveria dinheiro para vos sustentar.

Eu, Canhoto

Caras pessoas amarelas,

O que vos faz ir para as ruas é a escola dos filhos de cada um de vós. O que me fez e faz e fará ir para a rua, e até escrever este texto, é a escola de todos os filhos. Nunca foi “a escola do meu filho”. Foi sempre A Escola. Não vos vi por lá nessa altura. Usando o vosso vocabulário, a “escola do meu filho” andava a pagar a “escola dos vossos filhos”.

E aqui não há filhos e enteados. Fazem muito bem em lutar por um futuro melhor para os vossos filhos. Todos fazemos isso, como mães, pais e ainda que não sejamos pais ou mães (não percebem esta de nem sequer ter filhos e de, ainda assim, ter a obrigação de contribuir, pois não?).

Mas tentem ao menos perceber uma cena, a vossa liberdade de escolha (é a terceira vez que digo isto)…

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Eu, pai, a direita e a educação

1. Vejam bem o que é o dia-a-dia de um pai normal (ou de uma mãe, pois claro). Levanta-se cedo, segue para o trabalho. As horas são o que são, faz-se o que encaixa no relógio, que nunca chega para tudo o que há por fazer. Depois é a hora de tratar das crianças. Elas chegam da escola, tomam banho, jantam, fazem os trabalhos de casa. De vez em quando sobra-lhes um bocadinho de tempo para brincar. De vez em quando. Um bocadinho.

Conhece a história, certo? Pois é aqui que eu não entendo a forma acesa como os dois partidos de direita têm tratado o tema da educação. Não é de hoje, é de há muito tempo. Exigência nos exames, logo ao quarto ano. Exigência nos currículos, logo ao terceiro ano de escola (alguém tem uma noção do que ali está imposto?). Exigência em tudo, pressão ao máximo.

Não, não me queixo por mim. Faz-me é uma impressão imensa esta obsessão da direita de fazer do primeiro ciclo uma espécie de antecâmara das crianças para a exigente vida futura: resultados, competitividade, pressão.

E agora pergunto eu: não era a direita que carregava a bandeira da família? E como é que a família faz para ter tempo para estar junta? E como é que as crianças podem crescer saudáveis se não tiverem tempo para brincar? Ou o conceito de família da direita é criar especialistas em física quântica aos 9 anos e as famílias contratarem pessoas para tratar das crianças?

E mais perguntas: não é a direita que clama pela autonomia das escolas no plano curricular? Que acha que os modelos educativos devem ser definidos por quem está no terreno? Então e como é que isso se compatibiliza com programas gigantescos, que os professores têm de cumprir até à última página?

Só mais uma (perdoem-me o desabafo). Defendendo a autonomia das escolas, a direita não devia de uma vez deixar esta polémica com os contratos de associação e lutar, de uma vez por todas, pelo apoio a alunos e não a escolas? E defender que as escolas de topo sejam realmente inclusivas, aceitando qualquer aluno sem limitações para ter acesso a dinheiro público? Mas, afinal, onde está o elevador social que tantos discursos fez no PSD e no CDS?

Às vezes não percebo mesmo estes partidos. Como quando vejo o CDS a propor uma outra divisão do ano escolar, com pausas a meio dos períodos letivos. Não, uma família normal não tem como organizar a sua vida com tanta confusão. Se a ideia é ser propositivo, se a ideia é arranjar um bom programa alternativo, a direita devia reunir-se menos em grupos de trabalho e entre deputados e ouvir mais as pessoas. Mas aquelas que vivem (mal) remediadamente. É com esses que se constrói um país diferente, não sem eles e falando em nome deles.

2. Já agora que falo do tema, acrescento uns elogios ao ministro da Educação. Não me parece nada mal a ideia de acrescentar tutores educativos, como agora é proposto. Melhor ainda me parece a ideia de dar manuais escolares gratuitos no primeiro ciclo (embora o modo de o fazer me gere desconfianças, porque não há criança de 6 anos que deixe o manual intacto para o que vier). Também não me parece mal mudar os critérios dos créditos horários dados às escolas, porque não me parece bem que a escola seja premiada por conseguir boas notas dos alunos (que é premiar os melhores contextos e não as melhores práticas).

Na verdade, nem estabelecer um diálogo estreito com a Fenprof me parece crime de lesa-pátria, francamente. O que se deve exigir a Brandão Rodrigues, isso sim, é que dê igual (ou maior) importância a negociar com a oposição um mínimo denominador comum, para que daqui a uns anos não voltemos 180 graus atrás, deixando gerações inteiras à deriva. Por mim, só lhe peço isso. De resto, não me queixo nem protesto.

3. Como estou em maré de elogios, dou um salto à vaca que voa para dar um bem-haja ao novo Simplex. E à prudência de uma ministra que tem a coragem de elogiar o que foi feito pelo anterior governo (mesmo que pouco). Ficam os balcões do cidadão, são mesmo alargados.

Tenho a certeza de que de a melhor coisa que o Estado pode fazer pela produtividade do país é dispensar cada um de nós daquele processo kafkiano de andar de balcão em balcão, atrás daquele papel final. Melhor dizendo: por mim, o Simplex só tinha uma medida: informatizar toda a administração pública com um sistema que permitisse o cruzamento de informação total. Será que esta vaca voava?

Artigo de opinião de David Dinis no DN

Discriminação Sexual Nas Escolas Portuguesas

Excelente post de alguém que convive com esta realidade diariamente.

A discriminação existe e nao adianta assobiar para o lado achando que esta tudo bem, ou pior, achando que é um problema que nao nos afecta.

esQrever

Convivemos nos últimos dias com a polémica do colégio militar e a discriminação na orientação sexual de cada um dos seus discentes. Será apenas nesta instituição? Infelizmente, o problema não se resume apenas a esta instituição de ensino. Atrever-me-ia a dizer que este comportamento atravessa muitas das escolas do nosso país.

Assim, com frequência somos testemunhas de adolescentes serem vítimas de bullying por causa da sua orientação sexual. A compreensão do direito à diferença está longe de ser um valor adquirido, mas importa salientar que a maioria dos preconceitos vem da família e é a escola que os tenta desconstruir através de inúmeras iniciativas levadas a cabo ano após ano.

Torna-se urgente educar não apenas os filhos, mas também haver uma educação parental com vista à aceitação e à mudança de mentalidades empedernidas. Pode estar a ser feita muita coisa nesse sentido, mas falta fazer outro tanto. Há casos de sucesso, de insucesso e de resguardo para não se…

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A amnésia de Passos, o Interesse Alheio, o Ensino Privado e o Direito de Escolha

Decididamente Passos Coelho tem um grave problema de memória e as efabulações que debita já roçam o delírio.

Fonte: A amnésia de Passos, o Interesse Alheio, o Ensino Privado e o Direito de Escolha – Jornal Tornado

A escola é um lugar perigoso

Enviaram-me um texto que circula entre professores:

No 1º ciclo, tem-se assistido a um aumento substancial de violência por parte dos alunos. Quase todos os dias  chegam relatos em catadupa… Não se encontram as razões, não se tomam medidas.

É verdade que há alguns anos, trabalhar no 1º ciclo era um sossego, no que diz respeito a comportamentos desviantes, hoje não. Embora não existam números, é algo que não deve interessar a alguém, é um facto que os comportamentos das crianças do 1º ciclo têm vindo a degradar-se dentro da escola. Já não se trata de pequenos episódios esporádicos, nesta ou naquela escola, ou limitado a certos estratos da população. Hoje, está-se a generalizar. As razões são muitas. Há quem continue a apontar o dedo a jogos e programas de televisão, mas vão muito para além disso…

As mudanças na sociedade têm sido muitas e com elas vieram as mudanças de valores. A educação e transmissão de valores às crianças tem sido, sistematicamente, passada à escola, mas a escola não está preparada para isso. Os atuais encarregados de educação, devido aos seus afazeres, não têm tempo de passar os valores do convívio em sociedade aos seus educandos. Resta a escola, que nao esta equipada para isso.

.Violência

No 1º ciclo, as crianças, veem-se fechadas, dentro de uma sala de aula, seis horas por dia. Quando saem da escola são fechadas em ATL´S, Centros de Estudo, atividades várias, ou até em casa, não têm tempo de brincar, de sociabilizar… A consequência é que não estão a aprender a viver em sociedade. Com isso vem a agressividade, entre pares, aluno/assistente operacional, aluno/professor… encarregado de educação/assistente operacional, encarregado de educação/professor… Os Centros Escolares, neste aspecto, não vieram ajudar, juntaram um número quase incontrolável de alunos, perante o rácio aluno/adulto na escola.

Há uns anos, era difícil ouvir relatos de um aluno ter sido mais agressivo com um adulto, com quem contactava na escola. Hoje já não é assim, é usual. As escolas estão a ficar perigosas.

Das alterações ao Estatuto do Aluno pela Lei 51/2012 de 5 de setembro, não resultaram grandes efeitos práticos. As escolas, também têm a sua culpa. A tendência em desvalorizar e de não atuar, tem sido persistente. É mais fácil olhar para o lado e assobiar. Não dá trabalho…

Mas vamos a exemplos: Um aluno, em sala de aula, não acata um pedido de realização de uma tarefa por parte da professora. A professora insiste. O aluno amua e diz que não faz. A professora tenta dissuadi-lo e levá-lo a realizar a tarefa. O aluno insiste que não faz. A professora não desiste. O aluno levanta-se e diz, já “chateado”, que se vai embora. A professora tenta dissuadi-lo de sair da sala de aula. O aluno não está para aí virado. A professora vê-se obrigada levantar a voz, dando-lhe a ordem para se sentar de imediato. O aluno desata num pranto e acaba por se sentar, depois de alguma insistência. Choraminga toda a manhã e não realiza nenhuma das tarefas nesse espaço de tempo. No meio dos soluços e da insistência da professora em que realize as tarefas, a educação polida do menino revela-se. Fica de castigo e não vai ao intervalo. Durante a hora de almoço, frustrado pela manhã de “clausura”, desentende-se com um colega, enquanto “chutam umas bolas” e empurra-o, levando o outro a uma queda. Não contente, ainda lhe “espeta uns chutos” na parte abdominal. A assistente operacional que o tenta dissuadir de continuar a agressão, é insultada. Não leva um “chuto”, porque se desvia a tempo. O aluno fica de castigo, novamente, no intervalo da tarde. Durante a aula de Educação Física, AEC, decide ajustar contas com o colega, pois sente-se injustiçado. Distribui mais uns “chutos”. O professor intervém. O aluno amua novamente, remetendo-se a um canto, não realizando a aula. No dia seguinte, logo pela manhã, a encarregada de educação espera pela chegada da professora. A revolta é evidente no seu olhar. O seu rebento foi vítima de um abuso por parte, da professora, da assistente operacional e do professor de Educação Física. A professora explica-lhe o sucedido no dia anterior e em outros em que ela “aturou”, mas relevou este tipo de atitudes. A encarregada de educação, mais calma, atira com a questão dos “nervos” do petiz. “É dos nervos, senhora professora. Ele é muito nevoso. Já não sei o que lhe fazer…” (se ela não sabe, queres ver que é a professora que vai saber…) Também pode acontecer que o encarregado de educação não queira “diálogo” com a professora e se vá queixar ao Sr. Diretor… e lá vai a professora explicar-lhe o que ele já devia saber…

O que fazer nestes casos?

Situação 1: Nada! Continua-se a “aturar” as crises nervosas, os insultos, os desafios, as agressões, o descontentamento dos outros encarregados de educação… e vai-se levando até ao final do ano…

Situação 2: Faz-se uma participação de ocorrência. E depois espera-se… espera-se pelo quê? Pela aplicação de uma medida disciplinar corretiva ou sancionatória, de acordo com os Art.º 24º, 25º, 26º, 27º e 28º da Lei 51/2012 de 5 de setembro? No 1º ciclo, isso é tão raro, que devia estar sobre proteção da ONU. No máximo dá-se-lhe uma tarefa, que deve executar durante um determinado período de tempo como, ajudar a levantar a loiça das mesas do refeitório, ou ajudar a professora bibliotecária durante os intervalos. Não há garantias de que o aluno realize as tarefas se, estiver “chateado com a vida ou num dia de nervos”…

Se uma criança tem este tipo de atitude no 1º ciclo, será que quando transitar para o 2º ciclo “vai ganhar juízo”?

(Há colegas de outros ciclos a ter que chamar as autoridades policiais para que alunos abandonem as salas de aulas.)

A autoridade do professor foi dilacerada. Nos dias que correm, se o professor levanta a voz, já não é um pedagogo, é um bruto. A sociedade perdeu valores, mas mesmo assim quer que a escola continue a “educar” o futuro.

Estamos assistir a uma transição, já longa, de métodos de educação. Vimos de uns pais “autoritários” e de certa forma “distantes”, conscientes do seu papel na educação dos filhos, para uns pais “amigos e próximos” (tão próximos que às vezes se confundem com os filhos) que ainda não perceberam como educar os filhos nesse papel.

Entretanto, o ambiente na escola vai-se degradando e o espaço torna-se perigoso para todos…

Até quando?…

Rui Cardoso

E ainda ha quem defenda os exames…

Portugal é dos países europeus com mais chumbos nas escolas.

Portugal é também o país onde as retenções acontecem de forma mais precoce. As conclusões constam de um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Só 14 por cento dos alunos que chumbam num ano letivo tem sucesso escolar no ano seguinte. Um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, e que vai ser discutido na próxima segunda-feira, no Conselho Nacional de Educação, demonstra que o chumbo leva a um ciclo vicioso de insucesso escolar.

Um estudo que descobriu como está o insucesso escolar em Portugal face ao resto da Europa e no qual ficamos a saber que somos dos países europeus com mais chumbos e onde as retenções acontecem mais cedo.

Fonte: TSF

Portugal um pais de sucesso em 1970!

Nos últimos dias tenho visto por ai tantas referencias positivas a decada de 70, tantos elogios a uma “evolução economica” que fui obrigado a recordar isto:

Metade da população portuguesa nao tinha o ensino primario.

A assistência medica no parto em 70 era de 15%

Agua canalizada so havia em 30% das habitações

50% das habitações nao tinham electricidade

A mortalidade infantil era de 55,5 (morreram no ano de 1970 10.027 crianças). Em 2010 foi de 2,5 (morreram 256 crianças) uma das melhores taxas do mundo!

Este post é dedicado às milhares de crianças que sobreviveram nos últimos 40 anos graças ao desenvolvimento de Portugal.

É também dedicado a todos os filhos da puta saudosistas!

 

Escolas públicas preparam melhor os alunos para terem sucesso no superior

As escolas privadas preparam melhor os alunos para os exames, mas não para terem um bom desempenho na universidade. A Universidade do Porto (UP) analisou o percurso académico de 4280 estudantes admitidos no ano lectivo 2008/09 e concluiu que, entre os 2226 que concluíram pelo menos 75% das cadeiras dos três primeiros anos, os estudantes que provinham de escolas públicas apresentavam melhores resultados académicos do que os provenientes das privadas.

“As escolas privadas têm grande capacidade para preparar os alunos para entrar, mas o que se verificou é que, passados três anos, estes alunos mostraram estar mais mal preparados para a universidade do que os que vieram da escola pública”, adiantou ao PÚBLICO José Sarsfield Cabral, pró-reitor da UP para a área da melhoria contínua. Esta constatação baseia-se no facto de estes últimos estarem mais representados no grupo dos 10% melhores daquele ano lectivo.

“O desempenho dos estudantes no superior requer habilidades e capacidades que não são aquelas que decorrem de o aluno saber muito bem a matéria dos exames. Temos alunos que vieram de escolas de província, e que tiveram que resistir a muita coisa e superar muitas dificuldades para chegar ao superior, e que se tornaram alunos excelentes; provavelmente porque já vinham apetrechados com qualidades que um aluno demasiado protegido não tem”, admite Sarsfield Cabral. “Os alunos das privadas saem-se pior porque estarão habituados a ser mais acompanhado e, quando passam para a universidade, onde são considerados adultos, perdem esse tipo de aconchego”, concorda Alberto Amaral, do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior e ex-reitor da UP.

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Fonte: Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas

Lula da Silva o ignorante

De quem é culpa pelos atrasos na Educação? É dos portugueses, diz Lula

Mais uma pérola de Lula da Silva tornando-se assim um serio candidato ao oscar da idiotice.

Em portugal assistimos recorrentemente à culpabilização do anterior governo para justificar insucessos do actual, andamos uns anitos para tras e ja esta!

Mas somos comedidos nessa ansia de culpar o passado. Ja Lula da Silva nao o faz por menos… 200 anos!!

Podem ler todas as pérolas de Lula aqui.

Maria de Lurdes Rodrigues

Maria de Lurdes Rodrigues foi uma pessima ministra da educação!

O seu mandato foi caracterizado por arrogancia, prepotencia e uma total ausencia de dialogo. Uma forma de estar criticada alias por Manuel Alegre:

“… a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática”

Insultou toda a classe docente fazendo passar para a opinião publica que aqueles eram uma cambada de preguiçosos e incompetentes.

Ter sido ministra de um governo socialista nao a pode isentar de criticas pelo contrario, exige-se muito mais a uma ministra de um governo deste partido.

Defender incompetencia so porque é da mesma cor partidaria nao sao os valores do “meu” PS.