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Marcelo, o único com obra feita: ele próprio

Em novembro, Cavaco Silva foi à Madeira e, como era sua obrigação de hóspede, foi simpático: “Vocês têm uma banana maior e mais saborosa.” Cavaco, apesar da lenda, erra muito: a banana madeirense é conhecida por não ser grande. Na semana passada, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a campanha pelo Funchal, aproveitou para levar a conversa para bananas e disse, matreiro: “A da Madeira é mais pequena e mais saborosa.” Um jornal, logo a seguir ao episódio, sentenciou: “De política falou-se pouco.” Tolice. Marcelo não faz outra coisa. Há dias, cruzou-se com o autocolante “Marcelo é fixe!” e, embora mostrando-se surpreso (e, se calhar, estava), Marcelo não deixou de dizer para os distraídos: “Foi na campanha de Mário Soares que apareceu um autocolante assim, não foi?” Política, Marcelo não faz outra coisa. Por estar convicto de que tem a direita segura, faz piscares de olho à esquerda. Apesar de Passos ter apelado ao voto nele, Marcelo insistiu, ontem: o governo Costa é para quatro anos… Cata-vento? Hoje, mais parece uma estátua firme, voltada para uma data: o próximo domingo. Essa coerência ninguém lha tira. Aliás, nestas presidenciais, ele é o único que tem obra feita: ele próprio, o candidato Marcelo. O resto, amadores. Quanto a ele, esta proeza: correligionários que votam nele com dúvidas e adversários que não veem nele um mal maior. Um pouco de mal com os seus, para ganhar um pouco de bem dos outros…

Ferreira Fernandes no DN

A teoria da mentira segundo Marcelo Rebelo de Sousa

Mais actual do que nunca este artigo de opinião de Artur Portela no DN em Agosto de 2013:

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, as mentiras são substanciais e insubstanciais.

Dividindo-se, porventura, as mentiras substanciais em mentiras muito substanciais, mentiras medianamente substanciais e mentiras pouco substanciais.

E, porventura, dividindo-se as mentiras insubstanciais em mentiras muitíssimo insubstanciais, mentiras medianamente insubstanciais e mentiras quase substanciais.

Pelo que as comissões parlamentares não deverão exorbitar.

Entendamo-nos.

É justo colocar todas as mentiras ao mesmo nível?

Por exemplo, dizer que as mentiras muito substanciais valem o mesmo que as mentiras medianamente substanciais e as mentiras pouco substanciais?

Não é justo.

E será justo, por exemplo, dizer que as mentiras insubstanciais valem o mesmo que as mentiras muitíssimo insubstanciais e que as mentiras quase, mas só quase, substanciais?

Também não é justo.

Pelo que as comissões parlamentares deverão, urgentemente, anunciar quais os géneros de mentiras que aceitam por parte dos convocados e quais os géneros de mentiras que, por parte dos convocados, não aceitam.

Sob o risco de serem elas, as comissões parlamentares, responsáveis por falta de adequada sinalização, e de serem os por elas convocados vítimas de um logro.

E de uma armadilha.

Ou seja, uma mentira institucional.

Marcelo Rebelo de Sousa dirá, catedraticamente, de sua justiça.

Eu permito-me antecipar-me ao meu querido e velho amigo desde os anos 70 e poucos, arriscando que, para ele, são aceitáveis, em sede de comissão parlamentar, quase todas as mentiras insubstanciais.

Vamos, todas.

E arriscando que são inaceitáveis, para ele, boa parte das mentiras excessivamente substanciais.

Embora, porventura, não todas.

Deixando passar as mentiras medianamente substanciais.

E as mentiras pouco substanciais.

Há que ser generoso.

O Povo é sereno.

E importa que a verdade não exagere.

A certeza de Novoa e a duvida de Belem

Maria de Belem afirmou numa entrevista a Antena1 que caso seja derrotada na primeira volta votará em Sampaio da Novoa. Mas nao deixa de ser curiosa, e elucidativa, a hesitação demonstrada na resposta.

Sampaio da Novoa nao teve hesitações na resposta que deu ao Publico:

“Estou absolutamente convencido de que vou passar à segunda volta. Se tal não acontecer, votarei sempre, e em todas as circunstâncias, no candidato alternativo a Marcelo Rebelo de Sousa”.

E assim se vao desfazendo duvidas…