Pobres valores europeus

Estes sao os valores europeus do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade e do respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias.

A grande demonstração destes valores foi feita ontem em Madrid, antes do jogo do Atletico com o PSV, pelos adeptos holandeses. Conforme se poder confirmar pelos dois videos que se seguem.

Fonte: Expresso

O segundo video pode ser visto aqui

 

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OE 2016 – Perdeu-se a vergonha em Portugal

Num pais que tem 3 milhões de pobres e em que cerca de milhão e meio vive em casas sobrelotadas e sem condições.

Num pais em que a taxa de risco de pobreza atinge meio milhão de crianças.

Num pais em que 120.000 crianças passam fome de forma permanente.

Num pais em que 1/4 das crianças vivem em agregados familiares com um rendimento per capita inferior a 416,00 mensais.

Num pais em que quase 3 milhões tem carencias alimentares graves.

Num pais em que 1,5 milhões nao consegue ter numa semana uma refeição completa.

Num pais em que mais de 4 milhões de pessoas passam privações materiais severas

Discute-se um orçamento e a preocupação da imprensa e dos críticos é o aumento da gasolina em 6 centimos bem como o aumento do imposto para quem compra um carro novo.

 

O autocarro dos olhares vazios

Recebi um mail com este texto que retrata o pais que muita gente nao conhece, e que alguns “iluminados” que as vezes debitam tantas parvoíces deveriam conhecer e viver.

Que 2016 traga algo a estes olhares!

O autocarro dos olhares vazios

Depois de mais de meia hora de espera lá chega o 717, liga duas zonas pobres da cidade de Lisboa. Liga as Galinheiros ao Bairro Padre Cruz, zonas carenciadas onde a população vive no limiar da pobreza.

O autocarro vai cheio de gente triste de olhar vazio, não há conversas em voz alta impera o silêncio. Apenas, o pequeno Simão se manifesta está farto de ir no autocarro tão cheio e depois de se descalçar já nada tem para fazer. A mãe tenta acalmá lo dizendo que a saída está para breve, mas isso não demove o protesto do Simão. Tem 3 anos apertado num autocarro sem vida.

Na Alta do Lumiar entra um idoso numa cadeira de rodas, tão velha que francamente não sei como funciona e as peças ainda estão seguras. Como em todos os lugares onde habita gente pobre há sempre voluntários para ajudar a trazer a cadeira de rodas para dentro do autocarro. Ninguém repara ou fingem não reparar que não viram que não passou o cartão viva. Mas tantos que entram pelo autocarro adentro sem pagar, sem passar o cartão o motorista nada diz. Tento perceber o porquê mas de repente ocorre me que 1 e tal de viagem é caro para muita gente e que um passe combinado metro carris custar 35 euros ,está fora de questão.

E depois penso que não posso fazer juízos de valor sobre esta gente de olhar vazio, pois não sei como vivem, o que comeram ontem. Gostaria de ler os seus pensamentos, de poder ajudar mas sozinha não consigo mudar este país. O ar de repente está pesado, sinto me angustiada mal chego ao Lumiar saio preciso de respirar. Preciso de desligar desta realidade que me agride todos os dias.

E o pensamento sobre o autocarro dos olhares vazios não mais me largou. Desejo um 2016 mais feliz e que a vivacidade no olhar retorne a toda aquela gente e ao pequeno Simão desejo lhe toda a felicidade do mundo e que cresça sem carências.

O sucesso de uma governação de 4 anos da direita em portugal

Um em cada cinco portugueses é pobre. Taxa manteve-se em 2014 ao mesmo nível de 2013. Mas agravou-se tanto nos desempregados como entre quem está a trabalhar. Desigualdade na distribuição dos rendimentos com ligeira descida ligeira.

O aumento do risco de pobreza que se registou no país em 2012 e 2013 fez regressar esta taxa a níveis próximos de 2004, antes de se iniciar a trajectória de redução entretanto interrompida durante a crise. E em 2014 a taxa de risco de pobreza estimada pelo Instituto Nacional de Estatística não se alterou, mantendo-se em 19,5% da população.

Um em cada cinco portugueses é pobre. Se há tendências distintas nos números que o INE divulgou nesta sexta-feira – a pobreza voltou a aumentar entre a população idosa, sobretudo entre os reformados, mas diminui de forma ligeira entre as crianças –, um dado salta à vista: a pobreza agravou-se tanto na população desempregada como entre as pessoas que têm trabalho.

PobrezaTEXTO

 

Fonte: Pobreza estabiliza mas sobe entre a população empregada – PÚBLICO

Retrato da pobreza em Portugal

População idosa voltou a registar um aumento do risco de pobreza pelo segundo ano consecutivo. Nas crianças houve uma ligeira diminuição. Dos desempregados, 42% estão em risco de pobreza.

Alguns números do INE: “40,7% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para assegurar o pagamento imediato, sem recorrer a empréstimo, de uma despesa inesperada próxima” do valor mensal da linha de pobreza, 422 euros (42,2% em 2014); “23,8% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida (28,3% em 2014)”; ou “10,1% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para pagar atempadamente rendas, encargos ou despesas correntes (12,0% em 2014).

Quando, no início do ano, o INE divulgou os números sobre o aumento da pobreza em 2013, que se mantém agora ao mesmo nível, Pedro Passos Coelho, então primeiro-ministro, interpretou-os como um retrato do passado.

Fonte: Público

Meias da Primark escondem bilhete que denuncia escravatura

Esta é a segunda vez que é encontrada uma carta com pedido de ajuda em roupas da marca irlandesa

Que importa isso? O objetivo nao é o lucro? A mao de obra nao é mais barata? Nao é isso que conta?

Isto é so uma cambada de comunas preguiçosos a reclamarem. E têm emprego imaginem se nao tivessem!

Onde é que eu ja ouvi estes argumentos?

Fonte: Noticias ao Minuto – Meias da Primark escondem bilhete que denuncia escravatura

Sampaio da Nóvoa propõe Compromisso Estratégico para um Crescimento Partilhado

“Nenhuma economia cresce de forma justa e partilhada se deixar para trás a maioria das pessoas. Nenhuma democracia se consolida com uma classe média a encolher. Para ultrapassarmos os bloqueios económicos e sociais que enfrentamos, promoverei as iniciativas necessárias para a criação das condições políticas e sociais que viabilizem um Compromisso Estratégico para um Crescimento Partilhado. O objetivo é que esse compromisso passe pela Assembleia da República e pela Concertação Social, e garanta a estabilização de algumas políticas de qualificação e solidariedade para além do ciclo curto da legislatura.” – Sampaio da Nóvoa, na Conferência “Desigualdades, Pobreza e Democracia”

Fonte: Sampaio da Nóvoa propõe Compromisso Estratégico para um Crescimento Partilhado | Sampaio da Nóvoa

O Portugal duro dos pequenitos

Recebi um mail com um texto de alguém que lida diariamente com o sofrimento numa escola.

Porque vale a pena ler e porque ela me deu autorização para o publicar aqui fica:

O país em que vivo no dia a dia é uma país de tons de cinzento em que tentamos acrescentar algumas cores para alegrar a vida da criançada. A crise e os cortes cegos deste governo trouxeram muitas provações à população deste país, especialmente aquela que já se encontrava mais fragilizada.
Local suburbio deprimido da grande  Lisboa com uma população com  baixo nível de instrução vivendo em barracas ou em casa sociais, sendo que uma parte signifcativa dela provém das ex-colónias, mas estando a falar de uma segunda geração não terão eles tanto direito a serem portugueses quanto nós? Mães que saem de casa de manhã cedo para fazerem limpezas e tomarem conta dos filhos dos outros e regressam de noite a casa.Mal vêm os seus filhos, pois cuidam dos filhos dos outros. Faz tanto lembrar o livro as serviçais. Não será isto uma forma de escravidão dos dias modernos?
A segurança social teima em olhar para as pessoas como números, tudo se resume a uma folha de Excel, com x rendimento recebe com y já não recebe, mas há assistentes sociais a seguirem verdadeiramente cada caso?Não!.O papel desta entidade é na maioria das vezes feito pelas escolas. 
Os professores e funcionários sabem verdadeiramente os casos de alunos com fome, com dificuldades económicas em que não há dinheiro para aquisição de livros e bens essenciais. Num estado que é ausente e apenas envia montantes cada vez mais diminutos para a ação social escolar há que saudar o espírito solidário local. A pretexto do dia da alimentação faz-se recolha de alimentos para os alunos mais necessitados levarem um cabaz alimentar para casa. E dá gosto ver os alunos a colaborarem e empenharem-se na organização e na realização destes “eventos” (como se diz hoje em dia de forma snob), talvez porque saibam o que é viver com pouco. Sabem o valor de cada euro, pois muitas vezes apenas podem comer um pão com manteiga no intervalo da manhã, pois o pão com fiambre já fica muito caro para as suas bolsas. Sabem igualmente o mal que se come nas cantinas escolares, que o estado concessiona a privados sem controlar a qualidade porque adjudica pelo preço mais baixo, mas  para muitos será a única refeição quente do dia.
Como diretora de turma recebi uma mãe  um dia destes, ganhava 480 euros e vivia com a filha. Desse dinheiro tem que pagar renda,água,luz gás, passe e alimentação. Vá se lá saber porquê a segurança social decidiu que não tem direito ao ASE (ação social escolar) para a filha e a senhora humildemente pedia apenas que lhe dessem o passe social para a filha poder ir para a escola. Lá a  encaminhei para a nossa expert na escola sobre como lidar com a segurança social,,porque a mim apetecia-me ir falar com o ministro da segurança social e dizer-lhe uma série de coisas.Se ele sabia o que era viver com aquele montante? O que aquelas pessoas comeriam e como pagariam as suas contas? Que sociedade monstruosa estamos nós a criar? Isto dói! Não foi para isto que se lutou por liberdade e direitos sociais.
E quando penso que 1% da população mundial tem 50% da riqueza! Dá-me uma enorme revolta e pergunto-me até quando deixaremos que isto aconteça? Quando daremos o murro na mesa e diremos basta!