Da inutilidade e hipocrisia do dia de reflexão

Manda a lei, no dia de hoje, que as trombetas partidárias se calem, para que não exista propaganda eleitoral nem apelos ao voto. Numa sociedade globalizada, em que a informação circula de forma livre e sem controlo em inúmeras plataformas, a existência de um dia como este é não só um absurdo como um insulto à inteligência dos cidadãos eleitores.

princípio segundo o qual foi inventado este dia é básico: pensar, ponderar, e só depois votar. Mas, nessa época, o País tinha às costas mais de 40 anos de ditadura, e uma avalancha de informação e debate político a que não estava habituado. Talvez nessa altura, sem querer ser paternalista, fizesse sentido parar para pensar, de forma aturada, antes de decidir em quem votar. Hoje, com a quantidade de informação disponível e o acesso à Internet mais do que democratizado, imaginar que alguém chega a este dia não sabendo, pelo menos, o que não quer, é, no mínimo, imbecil. Ou alguém imagina que, depois da meia-noite, uma qualquer brigada da Comissão Nacional de Eleições (CNE) avançou destemida para a Web, e desatou a limpar a infindável quantidade de apelos ao voto que estão por todo o lado, à distância, por exemplo de um telemóvel? Mais primário ainda: alguém já reparou que hoje, tal como ontem e anteontem, por exemplo na rotunda do Marquês de Pombal ou na Praça de Espanha, em Lisboa, os outdoors de campanha dos vários partidos com mensagens mais do que directas lá continuam nos mesmos sítios? Alguém se imagina a conduzir e, uma vez passando por um destes pontos emblemáticos da cidade de Lisboa, tratar de fechar os olhos porque, não vá o diabo tecê-las, possa saltar de trás de uma moita um zeloso fiscal da CNE de coima em punho por violação da lei? Vade retro o disparate!

A maturidade de uma democracia mede-se pela capacidade que revelamos, em cada momento, de tomar decisões. E era só o que faltava que agora, em pleno século XXI, 37 anos depois do 25 de Abril, nos continuem a considerar a todos estúpidos e incapazes de o fazer correctamente porque, à boca das urnas, um qualquer megafone nos condiciona o nosso sentido de voto.

Em democracias tão avançadas como são as dos Estados Unidos ou do Reino Unido, não há, felizmente, dia de reflexão. As campanhas continuam até ao minuto em que as urnas são encerradas, e fazem-se, inclusive, dentro das próprias assembleias eleitorais. Não consta que alguém se sinta pressionado ou condicionado por isto. Mais: nenhuma força política destes países alguma vez contestou qualquer resultado pelo facto de, dentro da cabine de voto, surgir um panfleto a apelar ao voto num determinado partido.

O dia de reflexão tem, pois, apenas e só, dois benefícios. Por um lado, permite-nos desintoxicar – ainda que apenas parcialmente, já que, como é evidente, ninguém controla, por exemplo, o que se escreve nos blogues ou nas redes sociais – da paupérrima propaganda. Por outro, e deixemos de ser hipócritas, o dia de reflexão serve apenas para que, milhares de quilómetros depois, os líderes partidários possam descansar, beber quiçá um chá de pétalas roxas para que não lhes falte a voz no dia de amanhã e reorganizem as ideias, não vá, traídos pelo cansaço, sair-lhe um qualquer disparate boca fora. É pois tempo de, de uma vez por todas, mudar a lei e dizer basta.

Nuno Saraiva no DN

Esclarecimento sobre os vergonhosos boatos acerca da formação academica de Sampaio da Novoa

isto deverá ser o suficiente ou nao ja que estamos realmente no dominio da ma fe!

NOTA A PROPÓSITO DAS NOTÍCIAS E BOATOS SOBRE A MINHA FORMAÇÃO ACADÉMICA

Era suposto que a formação inicial de um professor catedrático, e que foi Reitor da maior universidade portuguesa, não fosse tema de conversa e baixa política numa campanha eleitoral. Era, mas não foi. Tenho estado calado por acreditar nos princípios republicanos da igualdade. Não me parece que faça qualquer sentido invocar os títulos académicos numa campanha, mas, perante a insistência, não me resta outra alternativa que não responder.

Dei aulas e investiguei em universidades portuguesas e internacionais, como Wisconsin-Madison, Paris V, Oxford, Columbia University (Nova Iorque) e Brasília. Todas validaram as minhas competências académicas. O meu currículo serviu para estas Universidades, mas não convence um jornal e outro candidato. Lamento.

1. O Correio da Manhã enviou-me ontem duas perguntas, a três horas da minha entrada num debate televisivo, para serem respondidas até hoje. Mas, antes de ter as respostas, publicou uma notícia falsa e caluniosa, carregada de má-fé, a quatro dias das eleições, dando eco a acusações difamatórias e sem qualquer sustentação, proferidas por outra candidatura.

2. A minha vida académica foi escrutinada publicamente em muitos momentos. Em Portugal e no estrangeiro. Tenho dois doutoramentos (em Ciências da Educação na Universidade de Genebra, em 1986, e em História na Sorbonne, em 2006), realizei provas de agregação (em História da Educação na Universidade de Lisboa) e fiz toda a minha carreira académica através de provas públicas, que implicam a análise e a discussão científicas do curriculum vitae.

3. Toda esta vida, que agora se pretende destruir, está documentada e todos os documentos apresentados para efeitos de carreira académica podem ser analisados e consultados. Em nenhum documento oficial, académico ou profissional, alguma vez se encontra uma referência errada ou falsa, como, por exemplo, a referência a uma qualquer “licenciatura em Teatro”, realidade que nem existia no momento em que terminei o meu Curso Superior de Teatro no Conservatório Nacional, em Lisboa.

4. Tenho um diploma universitário em Ciências da Educação, de 1982, pela Universidade de Genebra, que foi reconhecido como licenciatura em Ciências da Educação por um júri nomeado pela Universidade de Aveiro, em 1984. É esta a única licenciatura que possuo. Aliás, é público e notório, que toda a minha carreira se fez nesta área científica, na qual sou Professor Catedrático.

5. Quanto ao referido diploma universitário em Ciências da Educação (Diplôme d’études avancées), trata-se de um curso dirigido sobretudo a profissionais da Educação com formação e experiência na área pedagógica. A entrada para o curso depende de uma avaliação criteriosa do percurso académico e profissional anteriores. No meu caso foi considerada a frequência do curso de Matemática na Universidade de Coimbra e a conclusão do referido Curso Superior de Teatro do Conservatório Nacional, mas também a experiência profissional na formação de professores, realizada no Magistério Primário de Aveiro, a actividade pedagógica ao serviço do Ministério da Educação e a publicação de variadíssimos trabalhos académicos.

6. Através da análise deste percurso, assente quer no Curso Superior de Teatro que tinha, quer na minha atividade docente e de investigação, e também da realização de provas e entrevistas, a Universidade de Genebra entendeu que eu estava em condições de entrar no referido curso. Nada mais natural. Sem quaisquer equivalências. Sem validações absurdas.

7. O curso não tinha uma duração fixa. No meu caso, devido à dedicação total e exclusiva ao curso, consegui concluí-lo em dois anos. É esta, como referi, a minha única licenciatura, realizada sem qualquer equivalência, sendo que o mérito do meu trabalho nela realizado foi desde logo reconhecido de forma clara pela Universidade de Genebra ao convidar-me para assistente e, sobretudo, ao convidar-me para ali realizar o Doutoramento.

8. É muito estranho para mim, que uma carreira académica, nacional e internacionalmente reconhecida, esteja agora a ser questionada e vilipendiada, pondo em causa o meu carácter e honradez, mas também as universidades por onde passei e onde fui sempre avaliado publicamente com as melhores classificações, desde Genebra à Sorbonne, passando por Lisboa, e por tantas outras no estrangeiro onde leccionei ou investiguei como Wisconsin-Madison, Paris V, Oxford, Columbia University (Nova Iorque) e Brasília.

9. Tudo claro, transparente, público e escrutinado, fruto de trabalho académico, científico, de avaliação do mérito, nalgumas das melhores universidades do mundo.

10. Um ataque infundado desta natureza não deveria merecer senão indiferença, e deveria apenas servir para envergonhar quem o profere, mas não quero deixar qualquer margem para dúvida perante as pessoas, não quero deixar qualquer margem para especulações assentes em factos falsos ou manipulados. A calúnia é a arma dos desesperados.

11. Toda a prova documental, diplomas e certificados, está disponível para consulta pública nas plataformas oficiais da minha candidatura, sendo certo que estou e estarei sempre disponível para o escrutínio total sobre o meu percurso académico. Não posso é tolerar que se prolongue sobre esta matéria uma inqualificável e difamatória campanha, iludindo os portugueses e desrespeitando as regras mais elementares do debate democrático.

CV 2009: http://issuu.com/snap…/…/3_cv_completo_sampaio_da_n__voa__20

 

Documentação sobre o percurso académico: http://issuu.com/snap…/…/percurso_acad__mico_sampaio_da_n__v

 

Em anexo seguem:
– Curriculum vitae completo elaborado em 2009
– Documentos relativos ao percurso académico, a saber:
1) Certificado de conclusão do Liceu
2) Certificado do Curso Superior de Teatro (Formação de Atores)
3) Certificado do Curso Superior de Teatro (Formação de Encenadores)
4) Certificado do Diploma em Ciências da Educação (Diplôme d’études avancées, Universidade de Genebra)
5) Ata do júri da Universidade de Aveiro de reconhecimento da licenciatura em Ciências da Educação
6) Certificado do Doutoramento em Ciências da Educação (Universidade de Genebra)
7) Certificado do Doutoramento em História (Universidade de Paris IV – Sorbonne)
8) Nomeação em Diário da República como Professor Associado na Universidade de Lisboa
9) Registo da Agregação na Universidade de Lisboa
10) Nomeação em Diário da República como Professor Catedrático na Universidade de Lisboa
11) Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve
12) Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Brasília
13) Prémio Universidade de Coimbra

Fonte: FB de Sampaio da Novoa

Novoa, Belem e as subvenções vitalícias

Foi curiosa e interessante a posição que Sampaio da Novoa e Maria de Belem tomaram em relação às subvenções vitalícias de ex-titulares de cargos políticos.

Sampaio da Novoa afirmou que caso seja eleito:

Que se baterá pelo fim da subvenção para o Presidente da República e que se o parlamento não legislar nesse sentido abdicará desse rendimento.

Ja Maria de Belem, que integra a lista dos 30 deputados que pediram ao Tribunal Constitucional a fiscalização das normas do Orçamento do Estado para 2015 sobre as subvenções vitalícias de ex-titulares de cargos políticos, sobre este assunto afirmou:

O Tribunal clarificou a natureza legal da subvenção vitalícia. Nunca a recebi. Irei avaliar as consequências da decisão do Tribunal Constitucional ao meu caso pessoal e, oportunamente, decidirei.

Esta tudo dito!

Nao é a licenciatura de Novoa que é uma aldrabice

Amanhã o “Correio da Manhã” volta à carga, continuando a alimentar uma aldrabice, quando sabe que a licenciatura de Sampaio da Nóvoa é na Universidade de Genebra, em Ciências da Educação. E sabendo que, na sua prova de agregação, todo o seu currículo foi minuciosamente avaliado e verificado. Ou seja, o “Correio da Manhã” (com o “rigor” que se lhe conhece) tem instrumentos que escaparam não só à Universidade de Genebra, mas também à Universidade de Lisboa, na mais exaustiva, rigorosa e documentada forma de verificação de um currículo académico que pode existir: as provas de agregação. Mas alimentar, a poucos dias das eleições, a dúvida, chega e sobra para fazer o que este jornal faz em todas as campanhas: lançar lama sobre qualquer candidato que não seja da sua área política. Marcelo Rebelo de Sousa, tendo apoiado Sampaio da Nóvoa para o cargo de reitor, sabendo por isso da sua qualidade académica, tinha o dever de já ter matado este tema e desmentido o que sabe, como professor que é, não ter pés nem cabeça.

Daniel Oliveira no FB

Marcelo, o único com obra feita: ele próprio

Em novembro, Cavaco Silva foi à Madeira e, como era sua obrigação de hóspede, foi simpático: “Vocês têm uma banana maior e mais saborosa.” Cavaco, apesar da lenda, erra muito: a banana madeirense é conhecida por não ser grande. Na semana passada, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a campanha pelo Funchal, aproveitou para levar a conversa para bananas e disse, matreiro: “A da Madeira é mais pequena e mais saborosa.” Um jornal, logo a seguir ao episódio, sentenciou: “De política falou-se pouco.” Tolice. Marcelo não faz outra coisa. Há dias, cruzou-se com o autocolante “Marcelo é fixe!” e, embora mostrando-se surpreso (e, se calhar, estava), Marcelo não deixou de dizer para os distraídos: “Foi na campanha de Mário Soares que apareceu um autocolante assim, não foi?” Política, Marcelo não faz outra coisa. Por estar convicto de que tem a direita segura, faz piscares de olho à esquerda. Apesar de Passos ter apelado ao voto nele, Marcelo insistiu, ontem: o governo Costa é para quatro anos… Cata-vento? Hoje, mais parece uma estátua firme, voltada para uma data: o próximo domingo. Essa coerência ninguém lha tira. Aliás, nestas presidenciais, ele é o único que tem obra feita: ele próprio, o candidato Marcelo. O resto, amadores. Quanto a ele, esta proeza: correligionários que votam nele com dúvidas e adversários que não veem nele um mal maior. Um pouco de mal com os seus, para ganhar um pouco de bem dos outros…

Ferreira Fernandes no DN

Sampaio da Novoa e o seu passado politico

Sampaio da Novoa nao tem um passado politico conhecido (99%do povo portugues também nao).

Graças a esse defeito de caráter Sampaio da Novoa nao tem as qualidades necessárias para ser Presidente da Republica (99% do povo portugues tem o mesmo problema)

Felizmente para Sampaio da Novoa serão estes 99% que irao eleger o Presidente da Republica no dia 24.

A teoria da mentira segundo Marcelo Rebelo de Sousa

Mais actual do que nunca este artigo de opinião de Artur Portela no DN em Agosto de 2013:

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, as mentiras são substanciais e insubstanciais.

Dividindo-se, porventura, as mentiras substanciais em mentiras muito substanciais, mentiras medianamente substanciais e mentiras pouco substanciais.

E, porventura, dividindo-se as mentiras insubstanciais em mentiras muitíssimo insubstanciais, mentiras medianamente insubstanciais e mentiras quase substanciais.

Pelo que as comissões parlamentares não deverão exorbitar.

Entendamo-nos.

É justo colocar todas as mentiras ao mesmo nível?

Por exemplo, dizer que as mentiras muito substanciais valem o mesmo que as mentiras medianamente substanciais e as mentiras pouco substanciais?

Não é justo.

E será justo, por exemplo, dizer que as mentiras insubstanciais valem o mesmo que as mentiras muitíssimo insubstanciais e que as mentiras quase, mas só quase, substanciais?

Também não é justo.

Pelo que as comissões parlamentares deverão, urgentemente, anunciar quais os géneros de mentiras que aceitam por parte dos convocados e quais os géneros de mentiras que, por parte dos convocados, não aceitam.

Sob o risco de serem elas, as comissões parlamentares, responsáveis por falta de adequada sinalização, e de serem os por elas convocados vítimas de um logro.

E de uma armadilha.

Ou seja, uma mentira institucional.

Marcelo Rebelo de Sousa dirá, catedraticamente, de sua justiça.

Eu permito-me antecipar-me ao meu querido e velho amigo desde os anos 70 e poucos, arriscando que, para ele, são aceitáveis, em sede de comissão parlamentar, quase todas as mentiras insubstanciais.

Vamos, todas.

E arriscando que são inaceitáveis, para ele, boa parte das mentiras excessivamente substanciais.

Embora, porventura, não todas.

Deixando passar as mentiras medianamente substanciais.

E as mentiras pouco substanciais.

Há que ser generoso.

O Povo é sereno.

E importa que a verdade não exagere.