Dedicado a todos os críticos do SNS

Teimosamente os portugueses continuam a nao valorizar aquilo que têm de bom e tudo o que ja conquistaram desde Abril de 74 ate hoje.

A melhoria das condições de vida e um SNS do melhor que ha no mundo esta na base deste sucesso.

Portugal está no grupo de 29 países do mundo com uma esperança média de vida de 80 anos ou mais, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tony Dias/Global Imagens

 

O relatório foi divulgado pela OMS esta quinta-feira. O Japão é, com uma média de 83,7 anos, o país do mundo com maior esperança média de vida, logo seguido pela Suíça, com 83,4 anos. Na região europeia, mantêm também esperanças médias de vida acima dos 82 anos a Espanha, Itália, Islândia, Israel, França e Suécia, enquanto o Luxemburgo figura com 82 anos exatos.

Segundo a lista da OMS, com base em dados de 2015, na zona do Pacífico, além do Japão há mais três países com esperança média de vida acima dos 82 anos: Singapura, Austrália e a Coreia do Sul.

Portugal surge com uma esperança média de vida de 81,1 anos, em décimo terceiro lugar na tabela europeia, ao mesmo nível da Finlândia e da Bélgica e à frente de países como a Alemanha, a Dinamarca ou a Grécia.

Na tabela de 50 países da zona europeia assumida pela OMS, a Suíça lidera a esperança de vida para o conjunto dos dois sexos, com 83,4 anos, seguida de Espanha (82,8) e de Itália (82,7). No fim da tabela está o Turquemenistão (com 66,3 anos) e o Uzbequistão (69,4 anos).

A esperança média de vida global, em todo o mundo, foi em 2015 de 71,4 anos. De uma forma geral, em todos os países, e em todas as regiões no seu conjunto, as mulheres vivem mais que os homens, com uma esperança média mundial de 73,8 anos, enquanto os homens se ficam pelos 69,1 anos.

O relatório da OMS salienta que ainda há 22 países no mundo onde a esperança de vida fica abaixo dos 60 anos, todos eles situados na África subsaariana.

Globalmente, a esperança de vida quando atingidos os 60 anos tem crescido continuamente, passando de 18,7 anos em 2000 para 20,4 anos em 2015.

Quanto à mortalidade materna, definida pelo número de mães que morrem por cada 100 mil nascimentos, foi estimada globalmente, no passado, em 216, o que faz com que 830 mulheres morram no mundo a cada dia devido a complicações da gravidez e do parto.

“Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos e a maioria poderia ter sido evitada”, refere o documento da OMS.

A região africana lidera as cifras de mortes maternas, com a Serra Leoa a ter os piores níveis (1.360 em 100 mil). Na Europa, Finlândia, Grécia, Islândia e Polónia são os países com melhor classificação, com uma taxa de três mortes maternas por cada 100 mil nascimentos. Portugal surge sensivelmente a meio da tabela, com 10 em cada 100 mil.

Relativamente à mortalidade infantil, a OMS aponta para que 5,9 milhões de crianças com menos de cinco anos tenham morrido no ano de 2015, com um ratio de 42,5 mortes por cada 100 mil nascimentos. Cerca de 45% dessas mortes ocorreram em recém-nascidos, com uma mortalidade neonatal de 19 por 100 mil nascidos.

Na região europeia, a esmagadora maioria dos países tem níveis de mortalidade infantil abaixo dos 10 por 100 mil nascimentos, com o Luxemburgo a apresentar a melhor taxa (1,9), seguido da Islândia (2,0) e da Finlândia (2,3). Portugal situa-se no grupo dos 20 países da região com melhores indicadores, com 3,6 mortes abaixo dos cinco anos por 100 mil crianças nascidas, à frente de outros países do sul como Espanha (4,1), França (4,3) e Grécia (4,6).

Esperança média de vida aumentou cinco anos desde 2000

A edição deste ano das Estatísticas Mundiais de Saúde, publicadas, anualmente, pela OMS desde 2005, conclui que a esperança média de vida de uma criança nascida em 2015 era de 71,4 anos (73,8 para as mulheres e 69,1 para os homens), mais cinco anos do que em 2000.

No entanto, as perspetivas dependem muito do local onde essa criança nasceu: Se for uma menina e tiver nascido no Japão, pode esperar viver até aos 86,8 anos (a mais alta esperança média de vida), mas se for um rapaz na Serra Leoa o mais provável é viver apenas 49,3 anos (a mais baixa).

O mundo fez grandes avanços na redução do sofrimento desnecessário e das mortes prematuras provocadas por doenças que podem ser prevenidas e tratadas, mas os ganhos têm sido desiguais”, disse a diretora-geral da OMS, citada num comunicado da organização.

Fonte: TSF

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Morre-se em Portugal por falta de uma VMER

vme

A morte do actor Jose Boavida levantou varias criticas pela falta de uma VMER no hospital Amadora-Sintra, ja que estes concelhos em caso de necessidade eram assistidos pela viatura do hospital Sao Francisco de Xavier.

O mediatismo daquela morte acelerou a resolução deste problema e hoje ja existe uma VMER estacionada no Amadora-Sintra.

Mas a falta destas viaturas faz-se notar em mais localidades, por exemplo no hospital do Barreiro ainda nao existe este tipo de viaturas que de apoio aquele concelho bem como aos concelhos limítrofes.

Sendo algo que pode fazer a diferença entre um portugues morrer ou nao, a pergunta impõe-se: Porque?

Um despacho de 2012 dava um prazo de tres anos para que os 42 hospitais do pais estivessem equipados com uma VMER.

Tres anos????

Mas o despacho de 2012 foi revogado em 2014 que assim terminou com aquele prazo…

Chegado aqui fica difícil de comentar.

A boa noticia é que parece que agora, finalmente, ate ao fim de Abril todos os hospitais que tenham urgencias cirúrgicas irao ter uma VMER.

Cortar na saúde é matar pessoas! É nao saber cuidar do seu povo!

A Joana Amaral Dias tinha toda a razao aqui.

Que quem morreu por falta de assistência medica em Portugal lhes possa perdoar.

A direita, a esquerda e os medicos de familia

O anterior governo aumentou o numero de utentes por medico para dessa forma reduzir o numero de pessoas que estavam sem medico de familia. Com isso em vez de resolver o problema limitou-se a corrigi-lo de forma artificial, uma especialidade do governo PSD/CDS diga-se.

Esta quarta-feira o governo apresentou um plano para reformar os cuidados de saúde primários, onde se incluem os centros de saúde. Com isso pretende-se corrigir o numero absurdo de doentes por medico de familia e resolver o problema aumentando o numero destes profissionais através da fixação de jovens medicos acabados de sair do internato.

Sao as tais “reformas” que o anterior governo nao fez e que agora começam a ser, finalmente, feitas.

A lata de Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje:

Pode-se poupar em muita coisa, mas poupar na saúde dos portugueses não é um bom princípio para quem quer afirmar a justiça social e construir um Estado democrático mais justo.

Nao me recordo que Marcelo Rebelo de Sousa nos seus “exames” semanais se tenha mostrado critico, durante a anterior legislatura, em relação a esta materia.

Mas para ganhar as presidenciais vale tudo, ate criticar a politica do governo constituido pelos partidos que o apoiam, e que ele na altura, convém recordar, apoiou.

O que vira a seguir professor?

Portugal um pais de sucesso em 1970!

Nos últimos dias tenho visto por ai tantas referencias positivas a decada de 70, tantos elogios a uma “evolução economica” que fui obrigado a recordar isto:

Metade da população portuguesa nao tinha o ensino primario.

A assistência medica no parto em 70 era de 15%

Agua canalizada so havia em 30% das habitações

50% das habitações nao tinham electricidade

A mortalidade infantil era de 55,5 (morreram no ano de 1970 10.027 crianças). Em 2010 foi de 2,5 (morreram 256 crianças) uma das melhores taxas do mundo!

Este post é dedicado às milhares de crianças que sobreviveram nos últimos 40 anos graças ao desenvolvimento de Portugal.

É também dedicado a todos os filhos da puta saudosistas!

 

O melhor Serviço Nacional de Saúde do mundo é portugues

Jose Manuel Silva no Publico:

Não há nenhuma evidência científica de que, em saúde, a gestão privada seja melhor que a pública.

Surpreendem alguns artigos sobre saúde, como o que Rui de Albuquerque publicou neste jornal, com números completamente falsos – no caso, que Portugal gasta 10 por cento do PIB para financiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Consultando o rico e elucidativo documento “Health at a Glance 2015. OECD Indicators”, verificamos que Portugal, somando a despesa pública e privada em saúde, gasta 9,1 por cento do PIB, para uma média de 8,9 por cento nos países da OCDE. Destes, apenas cerca de 6 por cento do PIB diz respeito a despesa pública em saúde com o SNS, contra 6,5 por cento na média da OCDE.

Nesse artigo é também feita uma comparação com a Suíça, elogiando o seu sistema privado mas omitindo que este é o segundo mais caro do mundo!

O mesmo autor diz que a despesa da saúde em Portugal é elevadíssima, criticando os 10 (!) por cento de despesa. Porém, contraditoriamente, já elogia o sistema suíço, apesar de este gastar 11,1 por cento do PIB em saúde, constituindo a despesa pública quase 8 por cento.

Na verdade, se compararmos a despesa total “per capita” pública e privada, a diferença é gritante: a Suíça gasta 6.325 dólares por pessoa, por ano; e Portugal somente 2.514 dólares (a média da OCDE é de 3.453). Há várias razões para esta diferença, nomeadamente os vencimentos; mas este dado, quando comparado com a média da OCDE, demonstra como Portugal tem um sistema de saúde muito barato e, sobretudo, barato para o Estado, o qual em Portugal apenas assume 67 por cento das despesas totais com a saúde – abaixo dos 73 por cento da média da OCDE.

Por outro lado, a Suíça gasta 22 por cento do Orçamento do Estado em saúde, enquanto Portugal gasta 12 por cento. Seria, aliás, impossível para Portugal sustentar um sistema tão despesista como o suíço!

Na verdade, em termos globais, os sistemas de saúde essencialmente baseados na prestação privada de serviços de saúde são mais caros e não têm melhores indicadores de saúde do que os sistemas públicos. Os Estados Unidos são o paradigma do sistema de saúde baseado em seguros e prestadores privados, sendo o mais caro do mundo e tendo vários maus indicadores devido às chocantes desigualdades de acesso aos cuidados de saúde.

Também na mortalidade infantil, um dos principais indicadores de saúde, Portugal está melhor, com uma mortalidade de 2,9/1000/ano, enquanto a Suíça tem 3,3/1000 (média da OCDE 3,8). Na Holanda, que se está a arrepender do seu caríssimo e pouco eficiente sistema de partos em casa, este valor é de 4,0/1000. Nos EUA é de 5,0/1000.

Em função destes números (e muitos outros) que são dados oficiais da OCDE, podemos concluir facilmente que, até à imposição dos excessivos cortes no SNS, cujo impacto negativo nestes indicadores poderá fazer-se sentir nos próximos anos, Portugal tinha/tem o melhor SNS do mundo, na relação acessibilidade/qualidade/custo per capita. Devendo ainda melhorar, naturalmente.

Sublinhe-se que, conforme está publicado, não há nenhuma evidência científica de que, em saúde, a gestão privada seja melhor que a pública. Basta recordar o descalabro da banca privada portuguesa para se perceber esta verdade! Bem pelo contrário, entre outras evidências, no Reino Unido já foi demonstrado que os sectores social e privado não conseguem prestar cuidados primários de saúde com o mesmo nível de qualidade da prestação pública. Para além disso, dos três grande oligopólios da saúde em Portugal, já só “metade” de um se mantém português…

Fonte: O melhor Serviço Nacional de Saúde do mundo

Saúde mental: descontinuação e desintegração de cuidados 

Excelente artigo de Ana Matos Pires sobre o estado da saúde mental em Portugal.

Estamos a retroceder ao não falarmos de cuidados continuados integrados de saúde mental como um todo.

Artigo: Saúde mental: descontinuação e desintegração de cuidados – PÚBLICO